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Dor, estratégias de coping e catastrofização da dor em jovens com dor crónica : autoavaliação e avaliação pelos pais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo teve como objetivo principal analisar se os pais são bons informadores acerca da dor dos filhos adolescentes e sobre as suas estratégias de coping, assim como explorar as crenças de catastrofização parental sobre a dor dos filhos e a associação entre estas crenças e a dor e crença de catatrofização experienciadas pelos filhos com dor crónica. A amostra total abrangeu 36 jovens, com diagnóstico de dor crónica e com idades compreendidas entre os 12 e os 19 anos (M=15,56; DP=2,02), e os seus pais (30 mães, 4 pais, e 2 familiares identificados como principais cuidadores). A recolha de dados teve lugar na consulta de reumatologia do Hospital de Santa Maria. Os jovens e os pais avaliaram a intensidade da dor através da Escala Visual Analógica de Dor (VAS), preencheram o Questionário de Coping na Dor (PCQ), a versão para os jovens e a versão para os pais, e a Escala de Catastrofização da Dor (PCS), a versão para os jovens e a versão para os pais. As autoavaliações dos jovens e as avaliações dos pais acerca da dor demonstraram-se consistentes. Os relatos dos jovens e os relatos parentais acerca das estratégias de coping revelaram-se consistentes na maioria das escalas, à exceção do Evitamento Focado na Emoção e subescala Internalização, com os pais a sobrestimar o uso destas estratégias relativamente à autoavaliação dos jovens. Quanto à catastrofização da dor, a catastrofização parental acerca da dor dos filhos demonstrou-se significativamente mais elevada do que a catastrofização da dor reportada pelos jovens, sendo ainda observadas associações positivas entre a catatrofização parental e a Magnificação dos filhos. Os resultados sustentam a importância de uma abordagem multi-informantes na avaliação da dor adolescente, integrando a perspetiva dos pais sobre a dor e as crenças parentais de catastrofização relativas à dor dos filhos.
Autores principais:Salvador, Rita Alexandra Inácio
Assunto:Dor crónica Coping Adolescentes Pais Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo teve como objetivo principal analisar se os pais são bons informadores acerca da dor dos filhos adolescentes e sobre as suas estratégias de coping, assim como explorar as crenças de catastrofização parental sobre a dor dos filhos e a associação entre estas crenças e a dor e crença de catatrofização experienciadas pelos filhos com dor crónica. A amostra total abrangeu 36 jovens, com diagnóstico de dor crónica e com idades compreendidas entre os 12 e os 19 anos (M=15,56; DP=2,02), e os seus pais (30 mães, 4 pais, e 2 familiares identificados como principais cuidadores). A recolha de dados teve lugar na consulta de reumatologia do Hospital de Santa Maria. Os jovens e os pais avaliaram a intensidade da dor através da Escala Visual Analógica de Dor (VAS), preencheram o Questionário de Coping na Dor (PCQ), a versão para os jovens e a versão para os pais, e a Escala de Catastrofização da Dor (PCS), a versão para os jovens e a versão para os pais. As autoavaliações dos jovens e as avaliações dos pais acerca da dor demonstraram-se consistentes. Os relatos dos jovens e os relatos parentais acerca das estratégias de coping revelaram-se consistentes na maioria das escalas, à exceção do Evitamento Focado na Emoção e subescala Internalização, com os pais a sobrestimar o uso destas estratégias relativamente à autoavaliação dos jovens. Quanto à catastrofização da dor, a catastrofização parental acerca da dor dos filhos demonstrou-se significativamente mais elevada do que a catastrofização da dor reportada pelos jovens, sendo ainda observadas associações positivas entre a catatrofização parental e a Magnificação dos filhos. Os resultados sustentam a importância de uma abordagem multi-informantes na avaliação da dor adolescente, integrando a perspetiva dos pais sobre a dor e as crenças parentais de catastrofização relativas à dor dos filhos.