Publicação
Insegurança alimentar na comunidade : realidade do ACeS Amadora
| Resumo: | Introdução: A insegurança alimentar é um problema de saúde pública associado a hábitos alimentares desadequados, doenças crónicas e desigualdades sociais. Objetivos: O objetivo deste estudo é caracterizar a situação de insegurança alimentar nos utentes do ACeS Amadora. Metodologia: Estudo transversal baseado numa entrevista a utentes maiores de 18 anos, residentes na Amadora há pelo menos 1 ano, com recurso a um questionário para recolha de variáveis sociodemográficas e do estado de saúde e à versão adaptada para a população portuguesa do questionário US Department of Agriculture Household Food Security Survey Module para avaliar a insegurança alimentar. Recorreu-se à regressão logística binária para investigar a capacidade preditiva das variáveis, considerando como evento a presença de insegurança alimentar. Resultados: A prevalência de insegurança alimentar para os agregados familiares foi de 29,7%, dos quais 10,5% insegurança alimentar grave. Os inquiridos solteiros (OR 3,090; IC 1,353-7,059), com ensino básico (OR 3,296; IC 1,175-9,247), estrangeiros (OR 4,358; IC 2,206-8,611), com 3 ou mais elementos no agregado (OR 2,686; IC 1,019- 7,079) e rendimentos abaixo de 1100€ (OR 7,359; IC 2,613-20,726) tiveram maior probabilidade de pertencer a agregados em insegurança alimentar. Quando analisados os agregados portugueses, verificou-se que os rendimentos baixos (OR 8,730; IC 2,607- 29,232) e os hábitos tabágicos (OR 3,375; IC 1,345-8,469) do inquirido são possíveis determinantes de insegurança alimentar. Já nos agregados estrangeiros, ser solteiro (OR 6,002; IC 1,404-25,659), ter um agregado com 3 ou mais elementos (OR 13,953; IC 2,119-91,887) e rendimentos baixos (OR 7,110; IC 1,257-40,226) aumentam o risco de insegurança alimentar. Discussão/Conclusão: Os resultados deste trabalho demonstram que a insegurança alimentar está significativamente associada a fatores sociodemográficos e de saúde, apresentando diferenças em relação à população portuguesa e estrangeira. Deve, por isso, haver uma sensibilização para esta problemática e para a necessidade de monitorização, de forma a priorizar intervenções na comunidade. |
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| Autores principais: | Costa, Ana Raimundo Cristo |
| Assunto: | Insegurança alimentar Características sociodemográficas Estado de saúde Nacionalidade Teses de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A insegurança alimentar é um problema de saúde pública associado a hábitos alimentares desadequados, doenças crónicas e desigualdades sociais. Objetivos: O objetivo deste estudo é caracterizar a situação de insegurança alimentar nos utentes do ACeS Amadora. Metodologia: Estudo transversal baseado numa entrevista a utentes maiores de 18 anos, residentes na Amadora há pelo menos 1 ano, com recurso a um questionário para recolha de variáveis sociodemográficas e do estado de saúde e à versão adaptada para a população portuguesa do questionário US Department of Agriculture Household Food Security Survey Module para avaliar a insegurança alimentar. Recorreu-se à regressão logística binária para investigar a capacidade preditiva das variáveis, considerando como evento a presença de insegurança alimentar. Resultados: A prevalência de insegurança alimentar para os agregados familiares foi de 29,7%, dos quais 10,5% insegurança alimentar grave. Os inquiridos solteiros (OR 3,090; IC 1,353-7,059), com ensino básico (OR 3,296; IC 1,175-9,247), estrangeiros (OR 4,358; IC 2,206-8,611), com 3 ou mais elementos no agregado (OR 2,686; IC 1,019- 7,079) e rendimentos abaixo de 1100€ (OR 7,359; IC 2,613-20,726) tiveram maior probabilidade de pertencer a agregados em insegurança alimentar. Quando analisados os agregados portugueses, verificou-se que os rendimentos baixos (OR 8,730; IC 2,607- 29,232) e os hábitos tabágicos (OR 3,375; IC 1,345-8,469) do inquirido são possíveis determinantes de insegurança alimentar. Já nos agregados estrangeiros, ser solteiro (OR 6,002; IC 1,404-25,659), ter um agregado com 3 ou mais elementos (OR 13,953; IC 2,119-91,887) e rendimentos baixos (OR 7,110; IC 1,257-40,226) aumentam o risco de insegurança alimentar. Discussão/Conclusão: Os resultados deste trabalho demonstram que a insegurança alimentar está significativamente associada a fatores sociodemográficos e de saúde, apresentando diferenças em relação à população portuguesa e estrangeira. Deve, por isso, haver uma sensibilização para esta problemática e para a necessidade de monitorização, de forma a priorizar intervenções na comunidade. |
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