Publicação
A cronologia de radiocarbono para a Idade do Ferro Orientalizante no território português. Uma leitura crítica dos dados arqueométricos e arqueológicos.
| Resumo: | Um levantamento exaustivo das datas de radiocarbono já publicadas para os contextos arqueológicos da Idade do Ferro orientalizante do território actualmente português permitiu a criação de uma sólida base de dados, que pode ser analisada também em função desses mesmos contextos e da própria constituição das amostras. O conjunto de datas selecionadas, justamente as que, juntamente com os respectivos contextos, têm uma fiabilidade aceitável, foi objecto de um tratamento estatístico bayesiano, de modo a determinar as fronteiras temporais do Período Cultural em causa. Foi possível concluir que a presença frequente de artefactos e, assim, de populações com origem no Mediterrâneo é uma realidade a partir do séc. IX a.C., acompanhando, muito provavelmente, as primeiras instalações fenícias no território actualmente português. Se compararmos os dados agora apresentados com os dados arqueológicos e outros de cronologia absoluta que têm sido obtidos para o sul e este peninsular, é possível admitir que o litoral atlântico português e alguns territórios do interior alentejano tenham iniciado o processo de orientalização numa fase antiga, mas ainda assim várias décadas mais tarde do que em Huelva e em La Rebanadilla (Málaga), e no actual território tunisino (Útica). |
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| Autores principais: | Soares, António M. Monge |
| Outros Autores: | Arruda, Ana Margarida |
| Assunto: | Idade do Ferro orientalizante Datas de radiocarbono Contextos arqueológicos Estatística Bayesiana Cronologia tradicional |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Um levantamento exaustivo das datas de radiocarbono já publicadas para os contextos arqueológicos da Idade do Ferro orientalizante do território actualmente português permitiu a criação de uma sólida base de dados, que pode ser analisada também em função desses mesmos contextos e da própria constituição das amostras. O conjunto de datas selecionadas, justamente as que, juntamente com os respectivos contextos, têm uma fiabilidade aceitável, foi objecto de um tratamento estatístico bayesiano, de modo a determinar as fronteiras temporais do Período Cultural em causa. Foi possível concluir que a presença frequente de artefactos e, assim, de populações com origem no Mediterrâneo é uma realidade a partir do séc. IX a.C., acompanhando, muito provavelmente, as primeiras instalações fenícias no território actualmente português. Se compararmos os dados agora apresentados com os dados arqueológicos e outros de cronologia absoluta que têm sido obtidos para o sul e este peninsular, é possível admitir que o litoral atlântico português e alguns territórios do interior alentejano tenham iniciado o processo de orientalização numa fase antiga, mas ainda assim várias décadas mais tarde do que em Huelva e em La Rebanadilla (Málaga), e no actual território tunisino (Útica). |
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