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Regulação da satisfação das necessidades psicológicas ao longo do processo terapêutico : análise de casos com maior regulação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadrada conceptualmente no Modelo de Complementaridade Paradigmática (2001), a presente investigação centra-se no estudo da mudança ao longo do processo terapêutico. Foi estudada a evolução da capacidade de regulação das necessidades psicológicas, bem como a associação entre a mesma e a evolução dos processos de regulação, dos perfis de discrepância, do nível de discrepância do Self, da sintomatologia, da estimativa de melhoria e da qualidade da aliança terapêutica. Objetivou-se ainda comparar indivíduos “com perturbação” e “sem perturbação em relação à capacidade de regulação. Por último pretendeu-se explorar a relação entre as discrepâncias do Self e a sintomatologia. Foram aplicados instrumentos para avaliação das variáveis referidas a uma amostra clínica de conveniência, em vários momentos do processo terapêutico. Os resultados mostram, tanto ao nível da análise global como intraindividual, que nos casos em que aumenta a regulação, a funcionalidade dos processos tende a aumentar, de forma não coerente, enquanto a estimativa de melhoria aumenta e a qualidade da aliança oscila. Com o aumento da regulação as discrepâncias do Self tendem a diminuir, acompanhando a sintomatologia, enquanto os perfis de discrepância diminuem de forma menos linear. Indivíduos “sem perturbação” tendem a ter uma maior capacidade de regulação das necessidades do que indivíduos “perturbados”. Os resultados demonstram suporte empírico acerca da influência da capacidade de regulação das necessidades psicológicas na evolução das restantes variáveis, parecendo ter, no processo terapêutico, um papel mediador. Foi ainda possível corroborar conclusões de estudos anteriores, que relacionam uma maior capacidade de regulação a uma menor sintomatologia.
Autores principais:Condeixa, Jessica Raquel Nazário
Assunto:Processos terapêuticos Necessidades psicológicas Semiologia (Medicina) Complementaridade paradigmática Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Enquadrada conceptualmente no Modelo de Complementaridade Paradigmática (2001), a presente investigação centra-se no estudo da mudança ao longo do processo terapêutico. Foi estudada a evolução da capacidade de regulação das necessidades psicológicas, bem como a associação entre a mesma e a evolução dos processos de regulação, dos perfis de discrepância, do nível de discrepância do Self, da sintomatologia, da estimativa de melhoria e da qualidade da aliança terapêutica. Objetivou-se ainda comparar indivíduos “com perturbação” e “sem perturbação em relação à capacidade de regulação. Por último pretendeu-se explorar a relação entre as discrepâncias do Self e a sintomatologia. Foram aplicados instrumentos para avaliação das variáveis referidas a uma amostra clínica de conveniência, em vários momentos do processo terapêutico. Os resultados mostram, tanto ao nível da análise global como intraindividual, que nos casos em que aumenta a regulação, a funcionalidade dos processos tende a aumentar, de forma não coerente, enquanto a estimativa de melhoria aumenta e a qualidade da aliança oscila. Com o aumento da regulação as discrepâncias do Self tendem a diminuir, acompanhando a sintomatologia, enquanto os perfis de discrepância diminuem de forma menos linear. Indivíduos “sem perturbação” tendem a ter uma maior capacidade de regulação das necessidades do que indivíduos “perturbados”. Os resultados demonstram suporte empírico acerca da influência da capacidade de regulação das necessidades psicológicas na evolução das restantes variáveis, parecendo ter, no processo terapêutico, um papel mediador. Foi ainda possível corroborar conclusões de estudos anteriores, que relacionam uma maior capacidade de regulação a uma menor sintomatologia.