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Doença de Ménière : passado, presente e futuro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em 1861, o médico francês Prósper Ménière, publicou uma série de documentos nos quais descreveu um grupo de doentes que apresentavam vertigens, acufenos, surdez neurossensorial e sensação de plenitude auricular. Até então o conhecimento sobre estes sintomas era escasso e baseado em crenças populares, assente muitas vezes em premissas falsas ou atribuídos a patologias incorretamente diagnosticadas. Com esta publicação, o médico reconheceu que o ouvido seria o local de origem destes sintomas e que a fisiopatologia inerente seria comum a todos, sugerindo a existência de uma nova entidade clínica que daí para a frente passou a ser conhecida como “doença de Ménière”. Com o passar dos anos, esta patologia começou a ganhar o interesse e a atenção da comunidade médica e paulatinamente foram aparecendo novos estudos e descobertas. A fisiopatologia e a etiologia da doença desde cedo intrigaram os cientistas e presentemente ainda são temas de discussão, motivo pelo qual também ainda não existe uma terapêutica dirigida e eficaz, nem se sabe aplicar correctamente todas as terapêuticas disponíveis, sejam médicas ou cirúrgicas. Continuam a ser feitas investigações para aumentar o conhecimento sobre esta patologia e saber qual a melhor estratégia para acompanhar e tratar estes pacientes, havendo ensaios clínicos a decorrer com terapêuticas promissoras.
Autores principais:Maneiras, Miguel Duarte Gonçalves Parreira
Assunto:Doença de Ménière História da medicina Vertigens Surdez Acufenos Hidrópsia Endolinfa
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em 1861, o médico francês Prósper Ménière, publicou uma série de documentos nos quais descreveu um grupo de doentes que apresentavam vertigens, acufenos, surdez neurossensorial e sensação de plenitude auricular. Até então o conhecimento sobre estes sintomas era escasso e baseado em crenças populares, assente muitas vezes em premissas falsas ou atribuídos a patologias incorretamente diagnosticadas. Com esta publicação, o médico reconheceu que o ouvido seria o local de origem destes sintomas e que a fisiopatologia inerente seria comum a todos, sugerindo a existência de uma nova entidade clínica que daí para a frente passou a ser conhecida como “doença de Ménière”. Com o passar dos anos, esta patologia começou a ganhar o interesse e a atenção da comunidade médica e paulatinamente foram aparecendo novos estudos e descobertas. A fisiopatologia e a etiologia da doença desde cedo intrigaram os cientistas e presentemente ainda são temas de discussão, motivo pelo qual também ainda não existe uma terapêutica dirigida e eficaz, nem se sabe aplicar correctamente todas as terapêuticas disponíveis, sejam médicas ou cirúrgicas. Continuam a ser feitas investigações para aumentar o conhecimento sobre esta patologia e saber qual a melhor estratégia para acompanhar e tratar estes pacientes, havendo ensaios clínicos a decorrer com terapêuticas promissoras.