Publicação

Biliopatia portal hipertensiva : a propósito de um caso clínico

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A trombose da veia porta, na ausência de recanalização, e com a existência concomitante de cavernoma, constitui uma das causas de hipertensão portal. Associado à hipertensão portal existe um conjunto de complicações possíveis das quais se destacam as alterações biliares. A biliopatia portal hipertensiva refere-se às alterações da árvore biliar provocadas pela presença de cavernoma da veia porta. A sua patogénese não é completamente conhecida. No entanto, a compressão extrínseca provocada pelo cavernoma e a isquemia associada são mecanismos possíveis e amplamente aceites. Apesar da maioria dos doentes apresentar alterações biliares precoces, apenas uma pequena minoria apresenta sintomas. Quando presentes, estes estão associados a episódios de obstrução biliar com ou sem colangite. A análise bioquímica hepática, a ultrassonografia com doppler, a tomografia computorizada (TC), a colangio-ressonância magnética (RM) e a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) são as várias modalidades disponíveis para avaliação da biliopatia portal hipertensiva. O tratamento é limitado aos casos sintomáticos e deverá ter uma abordagem personalizada. As opções terapêuticas centram-se no tratamento endoscópico (esfincterotomia, limpeza das vias biliares com extração de cálculos e colocação de próteses) e tratamento cirúrgico com criação de “shunt” porto-sistémico. Apresentamos o caso de um doente de 46 anos com antecedentes de trombose da veia porta com posterior transformação cavernomatosa, de etiologia não esclarecida, que desenvolveu um quadro de icterícia obstrutiva. A investigação realizada e os antecedentes pessoais do doente suportaram o diagnóstico de biliopatia portal hipertensiva. Destacamos a realização de CPRE, após a qual se colocou esta hipótese diagnóstica. Relatamos os achados clínicos, laboratoriais e imagiológicos e a abordagem terapêutica instituída neste doente.
Autores principais:Gonçalves, Lúcia Maria Marques
Assunto:Biliopatia portal hipertensiva Cavernoma da veia porta Icterícia obstrutiva
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A trombose da veia porta, na ausência de recanalização, e com a existência concomitante de cavernoma, constitui uma das causas de hipertensão portal. Associado à hipertensão portal existe um conjunto de complicações possíveis das quais se destacam as alterações biliares. A biliopatia portal hipertensiva refere-se às alterações da árvore biliar provocadas pela presença de cavernoma da veia porta. A sua patogénese não é completamente conhecida. No entanto, a compressão extrínseca provocada pelo cavernoma e a isquemia associada são mecanismos possíveis e amplamente aceites. Apesar da maioria dos doentes apresentar alterações biliares precoces, apenas uma pequena minoria apresenta sintomas. Quando presentes, estes estão associados a episódios de obstrução biliar com ou sem colangite. A análise bioquímica hepática, a ultrassonografia com doppler, a tomografia computorizada (TC), a colangio-ressonância magnética (RM) e a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) são as várias modalidades disponíveis para avaliação da biliopatia portal hipertensiva. O tratamento é limitado aos casos sintomáticos e deverá ter uma abordagem personalizada. As opções terapêuticas centram-se no tratamento endoscópico (esfincterotomia, limpeza das vias biliares com extração de cálculos e colocação de próteses) e tratamento cirúrgico com criação de “shunt” porto-sistémico. Apresentamos o caso de um doente de 46 anos com antecedentes de trombose da veia porta com posterior transformação cavernomatosa, de etiologia não esclarecida, que desenvolveu um quadro de icterícia obstrutiva. A investigação realizada e os antecedentes pessoais do doente suportaram o diagnóstico de biliopatia portal hipertensiva. Destacamos a realização de CPRE, após a qual se colocou esta hipótese diagnóstica. Relatamos os achados clínicos, laboratoriais e imagiológicos e a abordagem terapêutica instituída neste doente.