Publicação
Estudo intra e interespecífico de padronização de traçados eletrocardiográficos de animais sem doença cardíaca diagnosticada
| Resumo: | O estudo consitistiu na caraterização e comparação dos traçados eletrocardiográficos de indivíduos saudáveis de quatro espécies distintas – canídeos, felídeos, equídeos e cavídeos, nas seis derivações periféricas do método de Einthoven. As três primeiras espécies foram avaliadas aquando dos procedimentos cirúrgicos a que se encontravam destinados no IVP, estando por isso sob influência do agente anestésico. Os equídeos foram avaliados em perfeito estado de consciência, sujeitos apenas a restrição física. Dos traçados foram avaliados os seguintes parâmetros eletrocardiográficos: duração e amplitude de P, QRS e T; duração dos intervalos PR, QT, PP, RR e o ciclo P-QRS-T e, a amplitude individual das deflexões integrantes do complexo QRS e ST; (2) qualitativos - morfologia de P, QRS e T. Foram ainda registadas variações espectáveis às morfologias dos complexos em indivíduos saudáveis. Foi determinada a FC média e calculado o EEM no plano frontal. Da análise dos traçados foram obtidos traçados padrão, representativos de cada espécie e foi avaliada a variabilidade intraespecífica em cada parâmetro. Dada a metodologia cumprida, as diferenças espécieespecíficas puderam apenas ser confirmadas ao nível das amplitudes e morfologias dos parâmetros. Os valores médios obtidos das ondas P e T na derivação II, foram aproximados ao referido na literatura em todas as espécies. O mesmo se verificou para o complexo QRS ainda que, os equídeos tenham apresentado valores superiores de voltagem do complexo. Esta diferença foi atribuída à variação entre estudos, na metodologia praticada. Na sua grande maioria, as amplitudes registadas foram de encontro aos valores da literatura estabelecidos para a derivação II. Sendo assim, assumiu-se que os resultados encontrados para as restantes derivações periféricas podem ser validados com alguma confiança. Desta forma, e após a aplicação de um sistema de análise multidimensional, este estudo aproximou-se da hipótese de ser possível distinguir as espécies com base no conjunto de parâmetros apresentados nos traçados eletrocardiográficos. |
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| Autores principais: | Aparício, Sofia Filipa Marques Nunes |
| Assunto: | Eletrocardiograma derivações periféricas Análise de Componentes Principais variabilidade intraespecífica variabilidade interespecífica Electrocardiogram peripheral leads Principal Component Analysis intraspecific variability interspecific variability |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O estudo consitistiu na caraterização e comparação dos traçados eletrocardiográficos de indivíduos saudáveis de quatro espécies distintas – canídeos, felídeos, equídeos e cavídeos, nas seis derivações periféricas do método de Einthoven. As três primeiras espécies foram avaliadas aquando dos procedimentos cirúrgicos a que se encontravam destinados no IVP, estando por isso sob influência do agente anestésico. Os equídeos foram avaliados em perfeito estado de consciência, sujeitos apenas a restrição física. Dos traçados foram avaliados os seguintes parâmetros eletrocardiográficos: duração e amplitude de P, QRS e T; duração dos intervalos PR, QT, PP, RR e o ciclo P-QRS-T e, a amplitude individual das deflexões integrantes do complexo QRS e ST; (2) qualitativos - morfologia de P, QRS e T. Foram ainda registadas variações espectáveis às morfologias dos complexos em indivíduos saudáveis. Foi determinada a FC média e calculado o EEM no plano frontal. Da análise dos traçados foram obtidos traçados padrão, representativos de cada espécie e foi avaliada a variabilidade intraespecífica em cada parâmetro. Dada a metodologia cumprida, as diferenças espécieespecíficas puderam apenas ser confirmadas ao nível das amplitudes e morfologias dos parâmetros. Os valores médios obtidos das ondas P e T na derivação II, foram aproximados ao referido na literatura em todas as espécies. O mesmo se verificou para o complexo QRS ainda que, os equídeos tenham apresentado valores superiores de voltagem do complexo. Esta diferença foi atribuída à variação entre estudos, na metodologia praticada. Na sua grande maioria, as amplitudes registadas foram de encontro aos valores da literatura estabelecidos para a derivação II. Sendo assim, assumiu-se que os resultados encontrados para as restantes derivações periféricas podem ser validados com alguma confiança. Desta forma, e após a aplicação de um sistema de análise multidimensional, este estudo aproximou-se da hipótese de ser possível distinguir as espécies com base no conjunto de parâmetros apresentados nos traçados eletrocardiográficos. |
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