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O sítio pré-histórico do Sobral do Martim Afonso (Salvaterra de Magos, Portugal): um curioso contexto do Neolítico Final/Calcolítico na margem esquerda do Baixo Tejo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Conhecido desde finais do século XIX e assumido como um lugar de enterramento devido à recolha de alguns artefactos e objectos característicos deste tipo de contextos, o sítio pré-histórico do Sobral do Martim Afonso oferece uma série de questões pertinentes ao estudo das comunidades do Neolítico final/Calcolítico do Sudoeste peninsular. Destaca-se: 1) a aparente coincidência entre um lugar habitacional e um lugar de enterramento, reunindo-se num mesmo local espaços dos vivos e espaços dos mortos; 2) o carácter «culturalmente megalítico» do contexto funerário aí identificado, numa área onde não se conhecem antas nem onde, devido à inexistência efectiva de suportes construtivos adequados no substrato geológico local, estas poderiam ter virtualmente existido; 3) a sua posição geográfica, em área de charneira entre o Alentejo e a Península de Lisboa. Este trabalho pretende assim apresentar novas leituras interpretativas; à luz dos dados recentes, sobre este sítio arqueológico, a respeito da sua possível funcionalidade específica e de acordo com os dados actualmente disponíveis.
Autores principais:Andrade, Marco António
Assunto:Baixo Tejo Neolítico final - Calcolítico Contextos funerários Contextos habitacionais Lower Tagus Late Neolithic/Chalcolithic Funerary contexts Habitational contexts
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Conhecido desde finais do século XIX e assumido como um lugar de enterramento devido à recolha de alguns artefactos e objectos característicos deste tipo de contextos, o sítio pré-histórico do Sobral do Martim Afonso oferece uma série de questões pertinentes ao estudo das comunidades do Neolítico final/Calcolítico do Sudoeste peninsular. Destaca-se: 1) a aparente coincidência entre um lugar habitacional e um lugar de enterramento, reunindo-se num mesmo local espaços dos vivos e espaços dos mortos; 2) o carácter «culturalmente megalítico» do contexto funerário aí identificado, numa área onde não se conhecem antas nem onde, devido à inexistência efectiva de suportes construtivos adequados no substrato geológico local, estas poderiam ter virtualmente existido; 3) a sua posição geográfica, em área de charneira entre o Alentejo e a Península de Lisboa. Este trabalho pretende assim apresentar novas leituras interpretativas; à luz dos dados recentes, sobre este sítio arqueológico, a respeito da sua possível funcionalidade específica e de acordo com os dados actualmente disponíveis.