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Rúpus : como e quando diagnosticar?
| Resumo: | Introdução: O rúpus é um síndrome pouco frequente no qual os doentes têm manifestações de Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) e de Artrite Reumatóide (AR), tendo sido discutido se corresponde a um verdadeiro overlap destas duas doenças, se representa um subgrupo de doentes com LES com poliartrite erosiva ou se é uma entidade própria. Casos clínicos: São descritos 2 casos clínicos de rúpus, em mulheres de 30 e 57 anos, respetivamente. À data do diagnóstico, ambas apresentavam critérios diagnósticos de LES e AR. Ambas aparentavam ter pouco tempo de doença e nenhuma apresentava erosões ósseas. Conseguiu-se remissão completa do quadro no 1º caso após a introdução do metotrexato e parcial significativa no 2º caso apenas com hidroxicloroquina, estando o metotrexato a ser considerado. Em termos prognósticos, a 1ª doente terá pior prognóstico, visto ter mais critérios de classificação de LES. Discussão: No rúpus, as manifestações de LES e de AR podem distanciar no tempo, obrigando a considerar a hipótese de que uma revisão nos critérios diagnósticos desta síndrome pode resultar no diagnóstico dum maior número de casos, bem como no diagnóstico mais precoce. Um maior número de casos identificados pode resultar num melhor conhecimento da doença e em estabelecimento de protocolos terapêuticos bem fundamentados. O fármaco de eleição no rúpus é o metotrexato, segundo a maioria dos autores, embora estejam descritos doentes tratados com outros fármacos, com boa resposta. Nos casos apresentados, uma doente apenas conseguiu remissão completa após a introdução do metotrexato; a outra doente conseguiu uma remissão parcial muito significativa apenas com a hidroxicloroquina. Conclusões: O rúpus é uma doença que cursa com manifestações de LES e AR. Apesar de pouco frequente, é importante reconhecê-la pois isso pode ter implicações terapêuticas e, não menos importante, pode ter benefícios no impacto psicológico do diagnóstico. |
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| Autores principais: | Duarte, Daniela Alexandra da Costa |
| Assunto: | Rúpus Lúpus eritematoso sistémico Artrite reumatóide Diagnóstico |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O rúpus é um síndrome pouco frequente no qual os doentes têm manifestações de Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) e de Artrite Reumatóide (AR), tendo sido discutido se corresponde a um verdadeiro overlap destas duas doenças, se representa um subgrupo de doentes com LES com poliartrite erosiva ou se é uma entidade própria. Casos clínicos: São descritos 2 casos clínicos de rúpus, em mulheres de 30 e 57 anos, respetivamente. À data do diagnóstico, ambas apresentavam critérios diagnósticos de LES e AR. Ambas aparentavam ter pouco tempo de doença e nenhuma apresentava erosões ósseas. Conseguiu-se remissão completa do quadro no 1º caso após a introdução do metotrexato e parcial significativa no 2º caso apenas com hidroxicloroquina, estando o metotrexato a ser considerado. Em termos prognósticos, a 1ª doente terá pior prognóstico, visto ter mais critérios de classificação de LES. Discussão: No rúpus, as manifestações de LES e de AR podem distanciar no tempo, obrigando a considerar a hipótese de que uma revisão nos critérios diagnósticos desta síndrome pode resultar no diagnóstico dum maior número de casos, bem como no diagnóstico mais precoce. Um maior número de casos identificados pode resultar num melhor conhecimento da doença e em estabelecimento de protocolos terapêuticos bem fundamentados. O fármaco de eleição no rúpus é o metotrexato, segundo a maioria dos autores, embora estejam descritos doentes tratados com outros fármacos, com boa resposta. Nos casos apresentados, uma doente apenas conseguiu remissão completa após a introdução do metotrexato; a outra doente conseguiu uma remissão parcial muito significativa apenas com a hidroxicloroquina. Conclusões: O rúpus é uma doença que cursa com manifestações de LES e AR. Apesar de pouco frequente, é importante reconhecê-la pois isso pode ter implicações terapêuticas e, não menos importante, pode ter benefícios no impacto psicológico do diagnóstico. |
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