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A Construção da Cultura Estratégica da União Europeia – Ameaças à Segurança e Autonomia Estratégica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Definindo cultura estratégica de uma comunidade politicamente organizada como o conjunto de ideias e debates profundamente enraizados na comunidade sobre o que devem ser a sua grande estratégia e a sua política externa e de segurança, esta tese argumenta que tais ideias são construídas normalmente num contexto geográfico particular ao longo do processo histórico de constituição e permanente evolução do centro de poder político estrategicamente autónomo que representa essa comunidade, postulando que assim deverá acontecer também com a União Europeia (UE). Não sendo possível prever o momento preciso em que a UE se constituirá como uma sede de poder político-estratégico, nem sequer se isso virá a acontecer, nesta tese discutem-se três grandes conjuntos interligados de obstáculos que terão de ser ultrapassados para que essa realidade ocorra – a falta de limites claros para o alargamento da UE, a grande diversidade de projetos nacionais no interior da UE e a exposição do processo da integração europeia aos efeitos das estratégias das grandes potências. Não se defende que estes sejam os únicos nem necessariamente os mais importantes obstáculos, nem que a sua importância absoluta e relativa permanece estática. Mas a discussão sobre como poderão vir a ser ultrapassados decerto sugere o que poderão ser alguns elementos caracterizadores da cultura estratégica da UE.
Autores principais:Vasconcelos, Tiago Maria Ramos Chaves de Almeida e
Assunto:União Europeia; poder; segurança; cultura estratégica; autonomia estratégica; European Union; power; security; strategic culture; strategic autonomy.
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Definindo cultura estratégica de uma comunidade politicamente organizada como o conjunto de ideias e debates profundamente enraizados na comunidade sobre o que devem ser a sua grande estratégia e a sua política externa e de segurança, esta tese argumenta que tais ideias são construídas normalmente num contexto geográfico particular ao longo do processo histórico de constituição e permanente evolução do centro de poder político estrategicamente autónomo que representa essa comunidade, postulando que assim deverá acontecer também com a União Europeia (UE). Não sendo possível prever o momento preciso em que a UE se constituirá como uma sede de poder político-estratégico, nem sequer se isso virá a acontecer, nesta tese discutem-se três grandes conjuntos interligados de obstáculos que terão de ser ultrapassados para que essa realidade ocorra – a falta de limites claros para o alargamento da UE, a grande diversidade de projetos nacionais no interior da UE e a exposição do processo da integração europeia aos efeitos das estratégias das grandes potências. Não se defende que estes sejam os únicos nem necessariamente os mais importantes obstáculos, nem que a sua importância absoluta e relativa permanece estática. Mas a discussão sobre como poderão vir a ser ultrapassados decerto sugere o que poderão ser alguns elementos caracterizadores da cultura estratégica da UE.