Publicação
Plantas e produtos vegetais com ação no sistema digestivo: Gengibre e os seus efeitos terapêuticos
| Resumo: | No domínio da nutrição, desde a antiguidade que se explora as propriedades benéficas medicinais dos produtos naturais, nomeadamente as plantas. Os rizomas de Zingiber officinale Roscoe, vulgarmente conhecidos como gengibre, são extremamente utilizados na cozinha como tempero e especiaria, e também traz inúmeros benefícios para a saúde. Os rizomas são utilizados há mais de dois mil anos nos vários sistemas tradicionais da medicina para tratar artrite, reumatismo, estados hipertensivos, dores musculares, dores de garganta, entorses, cãimbras, asma, catarro, derrames, febre, doenças infeciosas, doenças nervosas, gengivite, dor de dentes, demência e diabetes. O gengibre também é utilizado como medicamento caseiro e tem um elevado valor no tratamento e prevenção de várias doenças gástricas, como indigestão, dispepsia, náusea, vómito, gastrite, desconforto epigástrico, ulcerações gástricas, arrotos e estudos científicos que vieram validar a sua utilização etnomedicinal. Foi também demonstrado que o gengibre é eficaz na prevenção de úlceras gástricas induzidas por: anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs como a indometacina, a aspirina); a reserpina, o etanol; stresse (hipotérmico e natação); ácido acético e ulcerações gástricas induzidas pela bactéria Helicobacter pylori em animais de laboratório. Vários estudos clínicos e estudos pré-clínicos também demonstraram que o gengibre possui efeitos antieméticos contra diferentes estímulos emetogénicos. No entanto, existem relatos conflituantes relativamente à sua eficácia, especialmente na prevenção de naúseas, vômitos e enjoos que são induzidos pela quimioterapia, que impedem de chegar a uma conclusão sólida sobre a eficácia do gengibre com um amplo espectro antiemético. Demonstrou-se que o gengibre possui propriedades antioxidantes, eliminador de radicais livres, inibição da peroxidação lipídica e que essas propriedades possam ter contribuído para os efeitos gastroprotectores observados. Esta monografia resume os vários efeitos gastroprotectores do gengbre entre outras propriedades relevantes, a sua história e fitoquímica, e também denota aspectos que garantem pesquisas futuras para establecer a sua atividade e utilidade como agente gastroprotector em humanos. |
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| Autores principais: | Sacoor , Carina Campos |
| Assunto: | Gengibre Propriedades gastroprotectoras Zingiber officinale Química Farmacologia Mestrado Integrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | No domínio da nutrição, desde a antiguidade que se explora as propriedades benéficas medicinais dos produtos naturais, nomeadamente as plantas. Os rizomas de Zingiber officinale Roscoe, vulgarmente conhecidos como gengibre, são extremamente utilizados na cozinha como tempero e especiaria, e também traz inúmeros benefícios para a saúde. Os rizomas são utilizados há mais de dois mil anos nos vários sistemas tradicionais da medicina para tratar artrite, reumatismo, estados hipertensivos, dores musculares, dores de garganta, entorses, cãimbras, asma, catarro, derrames, febre, doenças infeciosas, doenças nervosas, gengivite, dor de dentes, demência e diabetes. O gengibre também é utilizado como medicamento caseiro e tem um elevado valor no tratamento e prevenção de várias doenças gástricas, como indigestão, dispepsia, náusea, vómito, gastrite, desconforto epigástrico, ulcerações gástricas, arrotos e estudos científicos que vieram validar a sua utilização etnomedicinal. Foi também demonstrado que o gengibre é eficaz na prevenção de úlceras gástricas induzidas por: anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs como a indometacina, a aspirina); a reserpina, o etanol; stresse (hipotérmico e natação); ácido acético e ulcerações gástricas induzidas pela bactéria Helicobacter pylori em animais de laboratório. Vários estudos clínicos e estudos pré-clínicos também demonstraram que o gengibre possui efeitos antieméticos contra diferentes estímulos emetogénicos. No entanto, existem relatos conflituantes relativamente à sua eficácia, especialmente na prevenção de naúseas, vômitos e enjoos que são induzidos pela quimioterapia, que impedem de chegar a uma conclusão sólida sobre a eficácia do gengibre com um amplo espectro antiemético. Demonstrou-se que o gengibre possui propriedades antioxidantes, eliminador de radicais livres, inibição da peroxidação lipídica e que essas propriedades possam ter contribuído para os efeitos gastroprotectores observados. Esta monografia resume os vários efeitos gastroprotectores do gengbre entre outras propriedades relevantes, a sua história e fitoquímica, e também denota aspectos que garantem pesquisas futuras para establecer a sua atividade e utilidade como agente gastroprotector em humanos. |
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