Publicação
Desgaste de implantes de titânio sob o efeito de cargas cíclicas : estudo do efeito de diferentes materiais e diferentes conexões pilar / implante
| Resumo: | Objetivos: Analisar o desgaste de implantes de titânio grau 4 com diferentes plataformas, conectados a pilares de zircónia ou de titânio grau 5, com aplicação de cargas cíclicas. Métodos: Foram avaliados 24 implantes com três conexões diferentes, hexágono externo, conexão “tri-channel” e conexão cónica, conectados a pilares de zircónia ou de titânio grau 5, constituindo 6 grupos de estudo. Os implantes foram submetidos a 1.200.000 ciclos com cargas a variar sinusoidalmente entre um máximo de 100 N e um mínimo de 10 N num meio de saliva artificial. Foram avaliadas: a rigidez da ligação implante-pilar, a área de superfície perdida nos implantes através da sobreposição digital de ficheiros de micro CT. Após a secção longitudinal dos espécimes, foi feita a medição da microfenda pilar - implante e, com MEV, foram obtidas imagens da plataforma do implante. Resultados: O tipo de pilar não influenciou a rigidez (p=0,883). O hexágono externo apresentou valores de rigidez inferiores às conexões internas (p=0,013). A aplicação de cargas cíclicas levou a uma redução da área de superfície em todos os implantes analisados (p=0,028). A área perdida foi em média 0,38 mm2 com pilares de titânio e 0,41 mm2 com pilares de zircónia. Os valores médios de área perdida foram de 0,41 mm2 no hexágono externo, 0,38 mm2 no “tri-channel” e 0,40 mm2 na conexão cónica. Na conexão hexágono externo e “tri-channel” as imagens de sobreposição digital e MEV demonstraram desgaste na plataforma do implante. Na conexão cónica, as imagens de sobreposição digital evidenciaram poucas marcas de desgaste enquanto que as imagens de MEV mostraram mais sulcos nos casos em que foi utilizado o pilar de zircónia. Para cada grupo, a diferença entre a microfenda final e o valor de referência sem carga foi sempre positivo. No entanto, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas nas seguintes situações: aumento da microfenda antes e depois da aplicação de cargas cíclicas de acordo com o tipo de pilar, tipo de conexão ou localização vestibular versus palatina. Conclusão: O hexágono externo é um tipo de conexão menos rígida do que as conexões internas. Quantitativamente existiu desgaste dos implantes com a aplicação de cargas, mas sem diferenças consoante o tipo de conexão e pilar. O padrão microscópico de desgaste foi diferente consoante o tipo de conexão e pilar. |
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| Autores principais: | Mendes, Maria Teresa Almeida Guerra |
| Assunto: | Desgaste Implantes Dentários Pilares Titânio Zircónia Wear Dental Implants Abutments Titanium Zirconia |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Objetivos: Analisar o desgaste de implantes de titânio grau 4 com diferentes plataformas, conectados a pilares de zircónia ou de titânio grau 5, com aplicação de cargas cíclicas. Métodos: Foram avaliados 24 implantes com três conexões diferentes, hexágono externo, conexão “tri-channel” e conexão cónica, conectados a pilares de zircónia ou de titânio grau 5, constituindo 6 grupos de estudo. Os implantes foram submetidos a 1.200.000 ciclos com cargas a variar sinusoidalmente entre um máximo de 100 N e um mínimo de 10 N num meio de saliva artificial. Foram avaliadas: a rigidez da ligação implante-pilar, a área de superfície perdida nos implantes através da sobreposição digital de ficheiros de micro CT. Após a secção longitudinal dos espécimes, foi feita a medição da microfenda pilar - implante e, com MEV, foram obtidas imagens da plataforma do implante. Resultados: O tipo de pilar não influenciou a rigidez (p=0,883). O hexágono externo apresentou valores de rigidez inferiores às conexões internas (p=0,013). A aplicação de cargas cíclicas levou a uma redução da área de superfície em todos os implantes analisados (p=0,028). A área perdida foi em média 0,38 mm2 com pilares de titânio e 0,41 mm2 com pilares de zircónia. Os valores médios de área perdida foram de 0,41 mm2 no hexágono externo, 0,38 mm2 no “tri-channel” e 0,40 mm2 na conexão cónica. Na conexão hexágono externo e “tri-channel” as imagens de sobreposição digital e MEV demonstraram desgaste na plataforma do implante. Na conexão cónica, as imagens de sobreposição digital evidenciaram poucas marcas de desgaste enquanto que as imagens de MEV mostraram mais sulcos nos casos em que foi utilizado o pilar de zircónia. Para cada grupo, a diferença entre a microfenda final e o valor de referência sem carga foi sempre positivo. No entanto, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas nas seguintes situações: aumento da microfenda antes e depois da aplicação de cargas cíclicas de acordo com o tipo de pilar, tipo de conexão ou localização vestibular versus palatina. Conclusão: O hexágono externo é um tipo de conexão menos rígida do que as conexões internas. Quantitativamente existiu desgaste dos implantes com a aplicação de cargas, mas sem diferenças consoante o tipo de conexão e pilar. O padrão microscópico de desgaste foi diferente consoante o tipo de conexão e pilar. |
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