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Maneio do cão geriátrico nas 48 horas pós-cirúrgicas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com o desenvolvimento dos cuidados veterinários a esperança média de vida dos animais de companhia tem vindo a aumentar, com um consequente crescimento da população de animais idosos. Estes necessitam, frequentemente, de ser submetidos a uma intervenção cirúrgica, tendo sido o fator idade associado a um maior risco anestésico. Também tem sido sugerida a importância dos cuidados pós-operatórios na redução da mortalidade cirúrgica. Ainda assim, as publicações sobre cuidados intensivos em geriatria veterinária são esparsas, e estudos sobre o seu pós-cirúrgico são ainda mais raros. Este trabalho pretende caracterizar um cão geriátrico, apresentando alterações derivadas do envelhecimento e doenças que possam repercutir-se no sucesso cirúrgico/anestésico. Referem-se também alguns cuidados peri-cirúrgicos a ter, especialmente pós-cirúrgicos, e complicações possíveis, procurando focar as particularidades dos cães geriátricos, os cuidados intensivos e a prevenção e tratamento de complicações pós-cirúrgicas. Com o estudo clínico procurou-se relacionar o fator idade com o desenvolvimento de alterações laboratoriais e de complicações, e determinar causas para o aumento dos dias de internamento e da mortalidade. A idade não aparentou ser o principal fator de aumento destes dois últimos aspetos, mas sim a presença de certas doenças e de complicações pós-cirúrgicas. Porém, o aumento da idade foi associado ao desenvolvimento de alterações cognitivas pós-cirúrgicas (similares às descritas em geriatria humana) e possivelmente a uma tendência para a hipoglicémia e para alterações na resposta cardiovascular ao stresse. Em conclusão, a possibilidade de submeter cães geriátricos a cirurgia e anestesia com segurança não é uma fantasia. Contudo, é necessário estar familiarizado com todos os aspetos de geriatria animal especificamente anestésicos, cirúrgicos e de cuidados intensivos, e adotar protocolos de prevenção e de atuação para eventuais complicações.
Autores principais:Ribeiro, Ana Carolina da Silva
Assunto:geriatria canina maneio pós-cirúrgico cuidados intensivos canine geriatrics management post-surgery intensive care
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com o desenvolvimento dos cuidados veterinários a esperança média de vida dos animais de companhia tem vindo a aumentar, com um consequente crescimento da população de animais idosos. Estes necessitam, frequentemente, de ser submetidos a uma intervenção cirúrgica, tendo sido o fator idade associado a um maior risco anestésico. Também tem sido sugerida a importância dos cuidados pós-operatórios na redução da mortalidade cirúrgica. Ainda assim, as publicações sobre cuidados intensivos em geriatria veterinária são esparsas, e estudos sobre o seu pós-cirúrgico são ainda mais raros. Este trabalho pretende caracterizar um cão geriátrico, apresentando alterações derivadas do envelhecimento e doenças que possam repercutir-se no sucesso cirúrgico/anestésico. Referem-se também alguns cuidados peri-cirúrgicos a ter, especialmente pós-cirúrgicos, e complicações possíveis, procurando focar as particularidades dos cães geriátricos, os cuidados intensivos e a prevenção e tratamento de complicações pós-cirúrgicas. Com o estudo clínico procurou-se relacionar o fator idade com o desenvolvimento de alterações laboratoriais e de complicações, e determinar causas para o aumento dos dias de internamento e da mortalidade. A idade não aparentou ser o principal fator de aumento destes dois últimos aspetos, mas sim a presença de certas doenças e de complicações pós-cirúrgicas. Porém, o aumento da idade foi associado ao desenvolvimento de alterações cognitivas pós-cirúrgicas (similares às descritas em geriatria humana) e possivelmente a uma tendência para a hipoglicémia e para alterações na resposta cardiovascular ao stresse. Em conclusão, a possibilidade de submeter cães geriátricos a cirurgia e anestesia com segurança não é uma fantasia. Contudo, é necessário estar familiarizado com todos os aspetos de geriatria animal especificamente anestésicos, cirúrgicos e de cuidados intensivos, e adotar protocolos de prevenção e de atuação para eventuais complicações.