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Fechar fronteiras : teatro e literatura
| Resumo: | Uma corrente maioritária dos estudos teatrais divide o teatro em duas grandes espécies: o teatro literário e o teatro não-literário. Demonstra-se como estes dois conceitos limitam o olhar sobre espetáculos e literatura dramática bem como sobre a relação entre ambas as artes, confinando-as a uma história de tensões num esquema dualista e antitético. É por isso que sobre a afirmação de que o teatro é diferente da literatura paira a afirmação de que o teatro e a literatura são artes idênticas, como se uma não se pudesse ouvir sem a outra. Com o intuito de relativizar a preponderância destas ideias e fugir à sua autoridade, propõe-se, seguindo uma certa tradição da filosofia epistemológica, uma perspetiva mais livre. Desembaraçando o teatro e a literatura de um saber que procura a certeza numa inacessibilidade hipotética e numa unidade por desvelar, estar-se-á mais disponível para o encontro e reconhecimento do objeto bem como da asserção de que uma coisa não é outra coisa. |
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| Autores principais: | Antunes, José Maria Lobo |
| Assunto: | Teatro - Filosofia Teatro - Estética Teatro (Género literário) - História e crítica - Teoria, etc. Teoria literária Teses de doutoramento - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Uma corrente maioritária dos estudos teatrais divide o teatro em duas grandes espécies: o teatro literário e o teatro não-literário. Demonstra-se como estes dois conceitos limitam o olhar sobre espetáculos e literatura dramática bem como sobre a relação entre ambas as artes, confinando-as a uma história de tensões num esquema dualista e antitético. É por isso que sobre a afirmação de que o teatro é diferente da literatura paira a afirmação de que o teatro e a literatura são artes idênticas, como se uma não se pudesse ouvir sem a outra. Com o intuito de relativizar a preponderância destas ideias e fugir à sua autoridade, propõe-se, seguindo uma certa tradição da filosofia epistemológica, uma perspetiva mais livre. Desembaraçando o teatro e a literatura de um saber que procura a certeza numa inacessibilidade hipotética e numa unidade por desvelar, estar-se-á mais disponível para o encontro e reconhecimento do objeto bem como da asserção de que uma coisa não é outra coisa. |
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