Publicação
O défice externo português (1960-2001): a abordagem intertemporal da balança corrente
| Resumo: | A abordagem intertemporal vê a balança corrente como um amortecedor dos choques temporários no produto, investimento e gastos públicos, através do qual os agentes privados podem fazer o alisamento do consumo ao longo do tempo. Este trabalho baseia-se no modelo intertemporal da balança corrente para avaliar a solvência e sustentabilidade dos défices externos portugueses ao longo do período 1960-2001. Também é analisada a optimalidade dos fluxos de capitais, deduzindo uma trajectória óptima da balança corrente contra a qual é comparada a trajectória observada. Os resultados empíricos indicam que o modelo se ajusta bem, sendo capaz de explicar os principais movimentos da balança corrente. Conclui-se que a economia portuguesa é solvente e que os agentes privados conseguiram, ao longo do período, fazer o alisamento do consumo. Os resultados indicam ainda que os défices correntes portugueses são excessivos desde meados dos anos 60, resultando numa trajectória dos activos externos líquidos que não é sustentável. |
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| Autores principais: | Oliveira, Ana Cecília Gomes Campos de |
| Assunto: | Défice Externo Sustentabilidade Alisamento de Consumo Portugal Current Account Deficits Sustainability Consumption-Smoothing Portugal |
| Ano: | 2003 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A abordagem intertemporal vê a balança corrente como um amortecedor dos choques temporários no produto, investimento e gastos públicos, através do qual os agentes privados podem fazer o alisamento do consumo ao longo do tempo. Este trabalho baseia-se no modelo intertemporal da balança corrente para avaliar a solvência e sustentabilidade dos défices externos portugueses ao longo do período 1960-2001. Também é analisada a optimalidade dos fluxos de capitais, deduzindo uma trajectória óptima da balança corrente contra a qual é comparada a trajectória observada. Os resultados empíricos indicam que o modelo se ajusta bem, sendo capaz de explicar os principais movimentos da balança corrente. Conclui-se que a economia portuguesa é solvente e que os agentes privados conseguiram, ao longo do período, fazer o alisamento do consumo. Os resultados indicam ainda que os défices correntes portugueses são excessivos desde meados dos anos 60, resultando numa trajectória dos activos externos líquidos que não é sustentável. |
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