Publicação
Fusão e produção: actividades metalúrgicas em Monte Molião (Lagos), durante a época Romano-Republicana
| Resumo: | As escavações arqueológicas levadas a efeito em Monte Molião (Lagos) permitiram constatar a existência de uma ocupação romano-republicana, que se encontrava sobre outra pré-romana. Desse momento, data um espaço destinado a operações metalúrgicas, que produziu artefactos, de ferro e bronze. A funcionalidade deste espaço era evidente pela associação, num único compartimento com uma superfície de 18 m2, de grande quantidade de cinzas, restos de argila, escórias, pingos de fundição, cadinhos e também artefactos, alguns intactos e outros fracturados. Os conjuntos cerâmicos associados, concretamente a cerâmica campaniense, a de tipo Kuass, a de paredes finas e as ânforas permitiram apontar uma cronologia precisa para esta actividade no sítio algarvio, que está confirmada pela sequência estratigráfica. Todos os indícios se juntam no sentido de se poder defender que a produção documentada no sítio é de âmbito doméstico, destinada a servir a população local e que a matéria-prima se obteve em áreas próximas. |
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| Autores principais: | Arruda, Ana Margarida |
| Outros Autores: | Pereira, Carlos |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As escavações arqueológicas levadas a efeito em Monte Molião (Lagos) permitiram constatar a existência de uma ocupação romano-republicana, que se encontrava sobre outra pré-romana. Desse momento, data um espaço destinado a operações metalúrgicas, que produziu artefactos, de ferro e bronze. A funcionalidade deste espaço era evidente pela associação, num único compartimento com uma superfície de 18 m2, de grande quantidade de cinzas, restos de argila, escórias, pingos de fundição, cadinhos e também artefactos, alguns intactos e outros fracturados. Os conjuntos cerâmicos associados, concretamente a cerâmica campaniense, a de tipo Kuass, a de paredes finas e as ânforas permitiram apontar uma cronologia precisa para esta actividade no sítio algarvio, que está confirmada pela sequência estratigráfica. Todos os indícios se juntam no sentido de se poder defender que a produção documentada no sítio é de âmbito doméstico, destinada a servir a população local e que a matéria-prima se obteve em áreas próximas. |
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