Publicação
Em busca de uma estratégia energética da União Europeia para o Ártico. A UE no contexto da Cooperação Multilateral Regional: O caso do Barents Euro-Artic Council (2014-2022)
| Resumo: | Esta investigação foi realizada no âmbito do programa de Mestrado em Estratégia do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa, tendo como objetivo a obtenção do grau de Mestre em Estratégia. O estudo incide sobre o papel da União Europeia (UE) no Ártico, especificamente no sector energético. Analisa o envolvimento da UE no Barents Euro-Arctic Council (BEAC) entre 2014 e 2022, argumentando que, através da instrumentalização do BEAC, a UE poderá concretizar os seus interesses estratégicos em matéria de energia na região do Ártico. Esta investigação pretende demonstrar este argumento e identificar os principais vetores estratégicos da ação da UE no sector energético no Ártico. A investigação adota uma perspetiva construtivista, considerando a realidade como uma construção social moldada por processos sociais, políticos e culturais e assenta numa metodologia interpretativista, adotando um estudo de caso simples de lógica indutiva. O objeto de estudo desta dissertação foi enquadrado à luz do quadro teórico da Teoria da Estratégia, centrando-se na relação entre Estratégia e Política de Abel Cabral Couto e no quadro das Interações Estratégicas do Almirante Silva Ribeiro, com uma análise complementar utilizando a Teoria dos Jogos Cooperativos. A escolha deste enquadramento teórico é justificada pela sua pertinência para a análise da participação da União Europeia no contexto da cooperação multilateral visto que, os autores e teorias mencionadas rejeitam a limitação da realidade social às relações de conflito, indicando a cooperação como a estratégia que possibilita maximizar os interesses dos atores, neste caso, os interesses da União Europeia no Ártico. O Ártico, afetado pelas alterações climáticas e pelo degelo, que revelou novos depósitos de hidrocarbonetos, tornou-se uma região de competição, particularmente intensificada pelo conflito armado entre a Ucrânia e a Rússia. Neste contexto, diversos atores, entre os quais a UE, procura cooperar para garantir o acesso aos recursos do Ártico. O interesse da UE no Ártico tem crescido a par das preocupações com as alterações climáticas, apresentando desafios ambientais e geopolíticos para os Estados do Ártico e oportunidades para os atores internacionais na extração de recursos e produção de energia. A investigação contribui para o debate sobre o envolvimento da UE em organizações multilaterais para consolidar a sua Estratégia Energética e, especificamente, para a definição de uma Estratégia Energética da UE para o Ártico. |
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| Autores principais: | Balona, Mariana Rita Valério |
| Assunto: | Conselho Euro-Ártico do Mar de Barents União Europeia Ártico Recursos energéticos Estratégia Barents Euro-Arctic Council European Union Arctic Energy Resources Strategy |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta investigação foi realizada no âmbito do programa de Mestrado em Estratégia do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa, tendo como objetivo a obtenção do grau de Mestre em Estratégia. O estudo incide sobre o papel da União Europeia (UE) no Ártico, especificamente no sector energético. Analisa o envolvimento da UE no Barents Euro-Arctic Council (BEAC) entre 2014 e 2022, argumentando que, através da instrumentalização do BEAC, a UE poderá concretizar os seus interesses estratégicos em matéria de energia na região do Ártico. Esta investigação pretende demonstrar este argumento e identificar os principais vetores estratégicos da ação da UE no sector energético no Ártico. A investigação adota uma perspetiva construtivista, considerando a realidade como uma construção social moldada por processos sociais, políticos e culturais e assenta numa metodologia interpretativista, adotando um estudo de caso simples de lógica indutiva. O objeto de estudo desta dissertação foi enquadrado à luz do quadro teórico da Teoria da Estratégia, centrando-se na relação entre Estratégia e Política de Abel Cabral Couto e no quadro das Interações Estratégicas do Almirante Silva Ribeiro, com uma análise complementar utilizando a Teoria dos Jogos Cooperativos. A escolha deste enquadramento teórico é justificada pela sua pertinência para a análise da participação da União Europeia no contexto da cooperação multilateral visto que, os autores e teorias mencionadas rejeitam a limitação da realidade social às relações de conflito, indicando a cooperação como a estratégia que possibilita maximizar os interesses dos atores, neste caso, os interesses da União Europeia no Ártico. O Ártico, afetado pelas alterações climáticas e pelo degelo, que revelou novos depósitos de hidrocarbonetos, tornou-se uma região de competição, particularmente intensificada pelo conflito armado entre a Ucrânia e a Rússia. Neste contexto, diversos atores, entre os quais a UE, procura cooperar para garantir o acesso aos recursos do Ártico. O interesse da UE no Ártico tem crescido a par das preocupações com as alterações climáticas, apresentando desafios ambientais e geopolíticos para os Estados do Ártico e oportunidades para os atores internacionais na extração de recursos e produção de energia. A investigação contribui para o debate sobre o envolvimento da UE em organizações multilaterais para consolidar a sua Estratégia Energética e, especificamente, para a definição de uma Estratégia Energética da UE para o Ártico. |
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