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Experiência vivida dos adolescentes com cardiopatia congénita : uma abordagem fenomenológica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A cardiopatia congénita é uma malformação do coração e/ou dos vasos adjacentes, resultante duma anomalia que ocorreu durante a fase embrionária. Em consequência dos avanços nos métodos de diagnóstico, tratamento e cuidados de enfermagem, as crianças com cardiopatia congénita, atualmente, atingem a adolescência. A adolescência é a fase da vida que se situa entre ser criança e ser adulto. Caracteriza-se pelas alterações corporais, aspiração de independência, desenvolvimento da autonomia e construção da identidade. A cardiopatia congénita impõe ao adolescente condições que dificultam esta fase já conturbada das suas vidas. Atualmente, ocorrem aos serviços de saúde um número crescente de adolescentes com cardiopatia congénita. Como ciência, a enfermagem preocupa-se em estudar a pessoa no seu todo. A enfermagem tem o forte compromisso de cuidar da pessoa na sua totalidade e perspetiva os seres humanos como sujeitos vivenciados. Os objetivos desta investigação são: Compreender a experiencia vivida dos adolescentes com cardiopatia congénita de acordo com as suas perspetivas e descrever a experiencia vivida dos adolescentes com cardiopatia congénita. De modo a clarificar os processos que envolvem a experiência vivida de ser adolescente com cardiopatia congénita e a descrevê-la utilizámos a abordagem fenomenológica proposta por van Manen. Foram identificados três temas, sendo que cada um deles integra três subtemas. Afinal … sou doente: Apenas eu (…) os meus colegas não; Lembro-me (…) que fui operado; Quando dei conta (…) a doença estava lá. Ser doente e … o desejo de ser igual sendo diferente: Fiz como os outros (…) mas não podia fazer; Corpo normal (…) corpo doente; Da dependência dos pais (…) à imposição da (sua) autonomia. Conflito entre a adolescência … e a cardiopatia congénita: Da aceitação (…) à necessidade de esconder a doença; Corpo perfeito (…) corpo marcado; Estou bem (…) e o futuro?
Autores principais:Sousa, Maria Filomena Abreu de, 1955
Assunto:Teses de doutoramento - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A cardiopatia congénita é uma malformação do coração e/ou dos vasos adjacentes, resultante duma anomalia que ocorreu durante a fase embrionária. Em consequência dos avanços nos métodos de diagnóstico, tratamento e cuidados de enfermagem, as crianças com cardiopatia congénita, atualmente, atingem a adolescência. A adolescência é a fase da vida que se situa entre ser criança e ser adulto. Caracteriza-se pelas alterações corporais, aspiração de independência, desenvolvimento da autonomia e construção da identidade. A cardiopatia congénita impõe ao adolescente condições que dificultam esta fase já conturbada das suas vidas. Atualmente, ocorrem aos serviços de saúde um número crescente de adolescentes com cardiopatia congénita. Como ciência, a enfermagem preocupa-se em estudar a pessoa no seu todo. A enfermagem tem o forte compromisso de cuidar da pessoa na sua totalidade e perspetiva os seres humanos como sujeitos vivenciados. Os objetivos desta investigação são: Compreender a experiencia vivida dos adolescentes com cardiopatia congénita de acordo com as suas perspetivas e descrever a experiencia vivida dos adolescentes com cardiopatia congénita. De modo a clarificar os processos que envolvem a experiência vivida de ser adolescente com cardiopatia congénita e a descrevê-la utilizámos a abordagem fenomenológica proposta por van Manen. Foram identificados três temas, sendo que cada um deles integra três subtemas. Afinal … sou doente: Apenas eu (…) os meus colegas não; Lembro-me (…) que fui operado; Quando dei conta (…) a doença estava lá. Ser doente e … o desejo de ser igual sendo diferente: Fiz como os outros (…) mas não podia fazer; Corpo normal (…) corpo doente; Da dependência dos pais (…) à imposição da (sua) autonomia. Conflito entre a adolescência … e a cardiopatia congénita: Da aceitação (…) à necessidade de esconder a doença; Corpo perfeito (…) corpo marcado; Estou bem (…) e o futuro?