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Sintomas psicopatológicos variáveis sociodemográficas e resiliência

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Resumo:A sintomatologia psicopatológica está relacionada com diversas variáveis socio-demográficas, nomeadamente o género, a situação económica, as habilitações literárias e o estado civil. Vários estudos mostram que a resiliência pode ter um efeito protector neste contexto. O presente estudo pretende analisar a relação entre os sintomas psicopatológicos e as variáveis socio-demográficas e ainda o impacto da resiliência na relação entre estas variáveis. Participaram 338 indivíduos, de ambos os sexos e com idades entre os 18 e os 83. Os instrumentos utilizados foram o questionário socio-demográfico, a versão portuguesa do Inventário de Sintomas Psicopatológicos (Canavarro, 2007), e a Escala de Resiliência de Connor-Davidson – CD-RISC (Faria-Anjos, Ribeiro & Ribeiro, 2011). Foi utilizado o método backward de regressão linear múltipla para definir as variáveis que eram melhor preditoras do índice geral de sintomas (IGS), da depressão e da ansiedade. No caso do IGS as variáveis incluídas no modelo foram o género, as habilitações literárias, a situação económica e o facto de ter ou não ter filhos. Relativamente à depressão foi incluído o género, a situação económica e o facto de estar casado. Na ansiedade as variáveis foram o género, a situação económica e o facto de ter ou não ter filhos. A resiliência demonstrou ser preditora de menores níveis de depressão, ansiedade e índice geral de sintomas. A resiliência teve um efeito mediador na relação entre o facto de ter filhos e a ansiedade, contudo apenas se verificou um efeito de mediação parcial da resiliência na relação entre ter ou não ter filhos e o índice geral de sintomas, tal como aconteceu na relação entre estar casado e a depressão. De um modo geral existe uma relação entre a sintomatologia psicopatológica e as variáveis socio-demográficas. A resiliência tem um efeito protector na sintomatologia psicopatológica, contudo o efeito mediador esperado nem sempre foi observado.
Autores principais:Neves, Inês Correia Campos
Assunto:Psicopatologia Resiliência Variáveis sociodemográficas Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A sintomatologia psicopatológica está relacionada com diversas variáveis socio-demográficas, nomeadamente o género, a situação económica, as habilitações literárias e o estado civil. Vários estudos mostram que a resiliência pode ter um efeito protector neste contexto. O presente estudo pretende analisar a relação entre os sintomas psicopatológicos e as variáveis socio-demográficas e ainda o impacto da resiliência na relação entre estas variáveis. Participaram 338 indivíduos, de ambos os sexos e com idades entre os 18 e os 83. Os instrumentos utilizados foram o questionário socio-demográfico, a versão portuguesa do Inventário de Sintomas Psicopatológicos (Canavarro, 2007), e a Escala de Resiliência de Connor-Davidson – CD-RISC (Faria-Anjos, Ribeiro & Ribeiro, 2011). Foi utilizado o método backward de regressão linear múltipla para definir as variáveis que eram melhor preditoras do índice geral de sintomas (IGS), da depressão e da ansiedade. No caso do IGS as variáveis incluídas no modelo foram o género, as habilitações literárias, a situação económica e o facto de ter ou não ter filhos. Relativamente à depressão foi incluído o género, a situação económica e o facto de estar casado. Na ansiedade as variáveis foram o género, a situação económica e o facto de ter ou não ter filhos. A resiliência demonstrou ser preditora de menores níveis de depressão, ansiedade e índice geral de sintomas. A resiliência teve um efeito mediador na relação entre o facto de ter filhos e a ansiedade, contudo apenas se verificou um efeito de mediação parcial da resiliência na relação entre ter ou não ter filhos e o índice geral de sintomas, tal como aconteceu na relação entre estar casado e a depressão. De um modo geral existe uma relação entre a sintomatologia psicopatológica e as variáveis socio-demográficas. A resiliência tem um efeito protector na sintomatologia psicopatológica, contudo o efeito mediador esperado nem sempre foi observado.