Publicação
Descrição sistémico-funcional da gramática do modo oracional das orações em nyungwe
| Resumo: | O presente trabalho tem como objectivo descrever o funcionamento do Modo Oracional da língua nyungwe. Esta descrição linguística baseia-se no modelo sistémicofuncional, concebido e desenvolvido por Michael Halliday. Neste modelo, a língua é encarada como um sistema semiótico com vários sistemas integrados e interligados. Esta descrição centra-se mais precisamente no Modo Oracional e tem em conta os diferentes contextos sociais e culturais em que as orações declarativa, interrogativa, interrogativa modulada e imperativa (e os seus diversos desdobramentos) são usadas. Embora todas as línguas naturais tenham um sistema do Modo Oracional, cada uma pode apresentar as suas especificidades que a distingue das outras. Nesta descrição, procura-se descrever as características gerais e as funções linguísticas básicas do Modo Oracional do nyungwe, salientando as semelhanças e dissemelhanças, com particular destaque para os seus padrões e realizações estruturais específicas. Os tipos de oração da língua nyungwe descritos apontam para a existência de uma ordem flexível dos constituintes frásicos e para a ausência de Finito, tal como é encarado no inglês, língua que serviu de modelo devido ao seu elevado número de descrições do ponto de vista da Gramática Sistémico-Funcional. As funções de Finito são redistribuídas nos vários morfemas integrados no Predicador, tornando-o num elemento estruturante e no mais rico recurso da lexicogramática nyungwe, com potencial para gerar vários significados interpessoais, diversas variações semânticas e uma multiplicidade de funções, com particular destaque para os complementos e adjuntos clíticos, respectivamente Complementos-clíticos e Adjuntos-clíticos, na senda do conceito de Caffarel. Todos os exemplos e argumentos apresentados neste trabalho são baseados em textos orais autênticos e actuais recolhidos no ano de 2009. |
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| Autores principais: | Rego, Sóstenes Valente, 1958- |
| Assunto: | Língua nyungwe - Orações (Linguística) Língua nyungwe - Sintaxe Funcionalismo (Linguística) Teses de doutoramento - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho tem como objectivo descrever o funcionamento do Modo Oracional da língua nyungwe. Esta descrição linguística baseia-se no modelo sistémicofuncional, concebido e desenvolvido por Michael Halliday. Neste modelo, a língua é encarada como um sistema semiótico com vários sistemas integrados e interligados. Esta descrição centra-se mais precisamente no Modo Oracional e tem em conta os diferentes contextos sociais e culturais em que as orações declarativa, interrogativa, interrogativa modulada e imperativa (e os seus diversos desdobramentos) são usadas. Embora todas as línguas naturais tenham um sistema do Modo Oracional, cada uma pode apresentar as suas especificidades que a distingue das outras. Nesta descrição, procura-se descrever as características gerais e as funções linguísticas básicas do Modo Oracional do nyungwe, salientando as semelhanças e dissemelhanças, com particular destaque para os seus padrões e realizações estruturais específicas. Os tipos de oração da língua nyungwe descritos apontam para a existência de uma ordem flexível dos constituintes frásicos e para a ausência de Finito, tal como é encarado no inglês, língua que serviu de modelo devido ao seu elevado número de descrições do ponto de vista da Gramática Sistémico-Funcional. As funções de Finito são redistribuídas nos vários morfemas integrados no Predicador, tornando-o num elemento estruturante e no mais rico recurso da lexicogramática nyungwe, com potencial para gerar vários significados interpessoais, diversas variações semânticas e uma multiplicidade de funções, com particular destaque para os complementos e adjuntos clíticos, respectivamente Complementos-clíticos e Adjuntos-clíticos, na senda do conceito de Caffarel. Todos os exemplos e argumentos apresentados neste trabalho são baseados em textos orais autênticos e actuais recolhidos no ano de 2009. |
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