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Que lógica para o ensino secundário de Filosofia?

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Resumo:O ensino de lógica no secundário está determinado pela opção, dada pelo Programa de Filosofia, entre leccionar lógica aristotélica ou lógica proposicional. Na prática esta opção é quase inexistente para a maioria dos professores, pois, por várias razões que abordaremos, quase só leccionam lógica aristotélica. Esta situação resulta na desmotivação dos alunos, no descrédito da disciplina e contribui activamente para a persistência de um ensino antiquado, formalista e sem rigor. Este relatório apresenta a nossa experiência da prática de ensino supervisionada, que contribuiu para a consolidação de tal ideia. Para o efeito foram escolhidas 9 aulas leccionadas sobre lógica aristotélica a três turmas do 11.º ano. A análise desta experiência e dos resultados é importante para a nossa discussão daquela opção programática. A conclusão alcançada é que esta opção não é pedagogicamente irrelevante, ao contrário do que é assumido no Programa de Filosofia, e que os professores deverão optar por leccionar lógica proposicional.
Autores principais:Miguel, Ricardo Jorge Raimundo, 1983-
Assunto:Ensino da filosofia Ensino secundário (11º ano) Lógica Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O ensino de lógica no secundário está determinado pela opção, dada pelo Programa de Filosofia, entre leccionar lógica aristotélica ou lógica proposicional. Na prática esta opção é quase inexistente para a maioria dos professores, pois, por várias razões que abordaremos, quase só leccionam lógica aristotélica. Esta situação resulta na desmotivação dos alunos, no descrédito da disciplina e contribui activamente para a persistência de um ensino antiquado, formalista e sem rigor. Este relatório apresenta a nossa experiência da prática de ensino supervisionada, que contribuiu para a consolidação de tal ideia. Para o efeito foram escolhidas 9 aulas leccionadas sobre lógica aristotélica a três turmas do 11.º ano. A análise desta experiência e dos resultados é importante para a nossa discussão daquela opção programática. A conclusão alcançada é que esta opção não é pedagogicamente irrelevante, ao contrário do que é assumido no Programa de Filosofia, e que os professores deverão optar por leccionar lógica proposicional.