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Frailty and nutricional status in patients with neurodegenerative disorders

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Resumo:Introdução: A fragilidade é uma síndrome geriátrica que resulta do declínio de múltiplos sistemas fisiológicos associado ao processo de envelhecimento. Este declínio manifestasse como um estado de vulnerabilidade aumentada a outcomes de saúde adversos, sendo considerado um forte preditor de incapacidade, dependência, institucionalização e morte. A malnutrição tem sido descrita como um fator de risco independente para o desenvolvimento da fragilidade. Objetivos: O objetivo principal do estudo foi descrever a frequência da fragilidade em utentes institucionalizados com doenças neurodegenerativas no momento da admissão numa instituição de saúde. Os objetivos secundários foram descrever a frequência da desnutrição e avaliar a correlação entre a fragilidade e o estado nutricional. Adicionalmente, comparar a frequência da fragilidade e da desnutrição um e três meses após a admissão na instituição. Métodos: Foi realizado um estudo piloto transversal e observacional. Todos os utentes admitidos no Campus Neurológico Sénior com idade ≥ 65 anos e com pelo menos uma doença neurodegenerativa foram incluídos. Foram estabelecidos três momentos de avaliação: admissão, um e três meses após a admissão. Em cada momento foi realizada uma avaliação do estado nutricional, através do Mini Nutritional Assessment (MNA), medidas antropométricas e da Edinburgh Feeding Evaluation in Dementia Questionnaire (EdFEQ-Q), e uma avaliação da fragilidade, através da Marigliano-Cacciafesta Polypathological Scale (MCPS). Resultados: Foram incluídos 76 participantes com uma média de idades de 76±6.8 anos. As síndromes parkinsónicas foram as doenças neurodegenerativas mais frequentes na amostra (82.9%). A frequência da fragilidade foi de 71.1%, sendo que os utentes com síndromes parkinsónicas atípicas apresentaram uma frequência superior à dos utentes com doença de Parkinson (85.7 e 60%, respetivamente). Nos utentes com demência, a frequência da fragilidade foi de 69.3%. A frequência da desnutrição e do risco de desnutrição foi de 73.7%. A desnutrição foi mais frequente nos utentes com demência, seguidos pelas síndromes parkinsónicas atípicas e pelos doentes de Parkinson (30.8, 21.2 e 10%, respetivamente). Foram verificadas correlações estatisticamente significativas entre todos os parâmetros nutricionais e a MCPS, destacando-se o MNA e a EdFEQ-Q. Relativamente à fragilidade, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os três momentos de avaliação. Verificou-se uma melhoria significativa do estado nutricional (MNA) apenas no grupo das síndromes parkinsónicas da admissão para o primeiro momento de reavaliação. Conclusões: A prevalência da fragilidade em utentes institucionalizados com doenças neurodegenerativas é elevada, bem como a prevalência da desnutrição. A fragilidade e os parâmetros de estado nutricional apresentam correlações significativas.
Autores principais:Miranda, Diana Filipa Santos, 1991-
Assunto:Fragilidade Doenças neurodegenerativas Estado nutricional Parkinsonismo Demência Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A fragilidade é uma síndrome geriátrica que resulta do declínio de múltiplos sistemas fisiológicos associado ao processo de envelhecimento. Este declínio manifestasse como um estado de vulnerabilidade aumentada a outcomes de saúde adversos, sendo considerado um forte preditor de incapacidade, dependência, institucionalização e morte. A malnutrição tem sido descrita como um fator de risco independente para o desenvolvimento da fragilidade. Objetivos: O objetivo principal do estudo foi descrever a frequência da fragilidade em utentes institucionalizados com doenças neurodegenerativas no momento da admissão numa instituição de saúde. Os objetivos secundários foram descrever a frequência da desnutrição e avaliar a correlação entre a fragilidade e o estado nutricional. Adicionalmente, comparar a frequência da fragilidade e da desnutrição um e três meses após a admissão na instituição. Métodos: Foi realizado um estudo piloto transversal e observacional. Todos os utentes admitidos no Campus Neurológico Sénior com idade ≥ 65 anos e com pelo menos uma doença neurodegenerativa foram incluídos. Foram estabelecidos três momentos de avaliação: admissão, um e três meses após a admissão. Em cada momento foi realizada uma avaliação do estado nutricional, através do Mini Nutritional Assessment (MNA), medidas antropométricas e da Edinburgh Feeding Evaluation in Dementia Questionnaire (EdFEQ-Q), e uma avaliação da fragilidade, através da Marigliano-Cacciafesta Polypathological Scale (MCPS). Resultados: Foram incluídos 76 participantes com uma média de idades de 76±6.8 anos. As síndromes parkinsónicas foram as doenças neurodegenerativas mais frequentes na amostra (82.9%). A frequência da fragilidade foi de 71.1%, sendo que os utentes com síndromes parkinsónicas atípicas apresentaram uma frequência superior à dos utentes com doença de Parkinson (85.7 e 60%, respetivamente). Nos utentes com demência, a frequência da fragilidade foi de 69.3%. A frequência da desnutrição e do risco de desnutrição foi de 73.7%. A desnutrição foi mais frequente nos utentes com demência, seguidos pelas síndromes parkinsónicas atípicas e pelos doentes de Parkinson (30.8, 21.2 e 10%, respetivamente). Foram verificadas correlações estatisticamente significativas entre todos os parâmetros nutricionais e a MCPS, destacando-se o MNA e a EdFEQ-Q. Relativamente à fragilidade, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os três momentos de avaliação. Verificou-se uma melhoria significativa do estado nutricional (MNA) apenas no grupo das síndromes parkinsónicas da admissão para o primeiro momento de reavaliação. Conclusões: A prevalência da fragilidade em utentes institucionalizados com doenças neurodegenerativas é elevada, bem como a prevalência da desnutrição. A fragilidade e os parâmetros de estado nutricional apresentam correlações significativas.