Publicação
Malrotation beyond infancy : an often forgotten entity
| Resumo: | A má rotação intestinal é uma anomalia congénita que complica frequentemente com volvo do intestino médio e consequente oclusão intestinal. Esta patologia manifesta-se, geralmente, no primeiro ano de vida com um quadro clínico característico, o que não se verifica em apresentações tardias. A má rotação intestinal, em idades não neonatais, está associada a sintomas gastrointestinais inespecíficos, tornando o diagnóstico difícil, e resultando num aumento de morbilidade e mortalidade, se a perfusão intestinal estiver comprometida aquando do diagnóstico. As publicações sobre este tema são escassas e estão maioritariamente limitadas a casos clínicos isolados, o que contribui para a falta de conhecimento e de baixa suspeição clínica, podendo contribuir para uma maior morbimortalidade. Nesta revisão, foram analisados casos clínicos publicados nos últimos 11 anos, de má rotação intestinal complicada com volvo do intestino médio, após o primeiro ano de vida. O objetivo foi explorar o perfil clínico, identificando características comuns e formas de apresentação frequentes. Analisaram-se dados sobre os seguintes parâmetros: idade, género, sintomas agudos e crónicos, exame objetivo, análises laboratoriais, exames de imagem, intervenção cirúrgica, complicações pós-operatórias e seguimento. A população estudada incluiu 37 doentes. A idade média de apresentação foi 32 anos, com idade mínima de 1 ano e 5 meses e máxima de 79. Sessenta e três porcento dos casos analisados manifestaram-se por quadro de oclusão intestinal aguda. Sessenta e dois porcento dos pacientes referiram queixas abdominais crónicas e destes, 26% reportaram a existência desses sintomas desde a infância. Os sintomas mais frequentes foram dor abdominal, náuseas, vómitos, distensão abdominal e obstipação. O exame objetivo e as análises laboratoriais revelaram alterações inespecíficas, embora pudessem levantar suspeita de isquémia intestinal / compromisso hemodinâmico. Vários exames de imagem revelaram pistas diagnósticas, mas a Tomografia Computorizada com contraste revelou ser o método mais eficaz. Trinta e cinco porcento dos pacientes tiveram complicações pós-operatórias e 29% dos casos totais necessitaram de resseção intestinal extensa. Deve suspeitar-se de má rotação intestinal em todos os pacientes com queixas abdominais inespecíficas agudas e/ou crónicas, independentemente da idade. O reconhecimento e intervenção cirúrgica precoces evitam consequências catastróficas. |
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| Autores principais: | Pinto, Vera Borges Salgado da Cerveira |
| Assunto: | Má rotação intestinal Volvo do intestino médio Procedimento de Ladd Dor abdominal recorrente Casos clínicos |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A má rotação intestinal é uma anomalia congénita que complica frequentemente com volvo do intestino médio e consequente oclusão intestinal. Esta patologia manifesta-se, geralmente, no primeiro ano de vida com um quadro clínico característico, o que não se verifica em apresentações tardias. A má rotação intestinal, em idades não neonatais, está associada a sintomas gastrointestinais inespecíficos, tornando o diagnóstico difícil, e resultando num aumento de morbilidade e mortalidade, se a perfusão intestinal estiver comprometida aquando do diagnóstico. As publicações sobre este tema são escassas e estão maioritariamente limitadas a casos clínicos isolados, o que contribui para a falta de conhecimento e de baixa suspeição clínica, podendo contribuir para uma maior morbimortalidade. Nesta revisão, foram analisados casos clínicos publicados nos últimos 11 anos, de má rotação intestinal complicada com volvo do intestino médio, após o primeiro ano de vida. O objetivo foi explorar o perfil clínico, identificando características comuns e formas de apresentação frequentes. Analisaram-se dados sobre os seguintes parâmetros: idade, género, sintomas agudos e crónicos, exame objetivo, análises laboratoriais, exames de imagem, intervenção cirúrgica, complicações pós-operatórias e seguimento. A população estudada incluiu 37 doentes. A idade média de apresentação foi 32 anos, com idade mínima de 1 ano e 5 meses e máxima de 79. Sessenta e três porcento dos casos analisados manifestaram-se por quadro de oclusão intestinal aguda. Sessenta e dois porcento dos pacientes referiram queixas abdominais crónicas e destes, 26% reportaram a existência desses sintomas desde a infância. Os sintomas mais frequentes foram dor abdominal, náuseas, vómitos, distensão abdominal e obstipação. O exame objetivo e as análises laboratoriais revelaram alterações inespecíficas, embora pudessem levantar suspeita de isquémia intestinal / compromisso hemodinâmico. Vários exames de imagem revelaram pistas diagnósticas, mas a Tomografia Computorizada com contraste revelou ser o método mais eficaz. Trinta e cinco porcento dos pacientes tiveram complicações pós-operatórias e 29% dos casos totais necessitaram de resseção intestinal extensa. Deve suspeitar-se de má rotação intestinal em todos os pacientes com queixas abdominais inespecíficas agudas e/ou crónicas, independentemente da idade. O reconhecimento e intervenção cirúrgica precoces evitam consequências catastróficas. |
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