Publicação
A personalidade e mecanismos de defesa : um estudo exploratório e correlacional
| Resumo: | O objectivo desta investigação é explorar a expressividade dos cinco domínios de personalidade (Neuroticismo, Extroversão, Abertura à Experiência, Amabilidade e Conscienciosidade), a utilização de mecanismos de defesa, segundo a organização de Andrews, Singh e Bond (1993), e a relação entre ambos, numa amostra de adultos de idade avançada. Uma amostra de 45 participantes, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 60 anos, sem psicopatologia diagnosticada, respondeu às versões portuguesas do NEO-FFI (Costa, P. T. & McCrae, R. R., 1989, 1992; Lima e Simões, 2001) e do Questionário de Estilo de Defesa-40 (Andrews, Singh, & Bond, 1993; Henriques-Calado, 2008) e a um Questionário Sociodemográfico. Os resultados permitem verificar que: o domínio de Consciensiosidade e os mecanismos e factor de defesa Maduros têm maior expressividade na amostra; o domínio do Neuroticismo encontra-se positivamente associado a mecanismos e factor Imaturidade, e negativamente associado aos mecanismos e factor Maturidade; o domínio de Extroversão encontra-se positivamente associado aos mecanismos de defesa Maduros; os domínios da Abertura à Experiência e Amabilidade encontram-se também positivamente associados ao factor Maturidade, e negativamente associados aos mecanismos e factores Imaturidade. Estes resultados vêm evidenciar como a propensão para experienciar afectos negativos, característicos do Neuroticismo, parece interferir com a adaptação, levando a uma maior dificuldade em controlar os impulsos, evidenciando assim estratégias pouco adaptadas e mais imaturas, face às exigências. Os resultados são discutidos à luz de literatura existente relativa às cinco dimensões de personalidade, ao uso de mecanismos de defesa e à adaptação do adulto de idade avançada às exigências do envelhecimento. São apontadas as limitações do estudo e propostas para futuras investigações. |
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| Autores principais: | Monteiro, Joana Fernandes |
| Assunto: | Personalidade - Psicologia Mecanismos de defesa Gerontologia Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O objectivo desta investigação é explorar a expressividade dos cinco domínios de personalidade (Neuroticismo, Extroversão, Abertura à Experiência, Amabilidade e Conscienciosidade), a utilização de mecanismos de defesa, segundo a organização de Andrews, Singh e Bond (1993), e a relação entre ambos, numa amostra de adultos de idade avançada. Uma amostra de 45 participantes, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 60 anos, sem psicopatologia diagnosticada, respondeu às versões portuguesas do NEO-FFI (Costa, P. T. & McCrae, R. R., 1989, 1992; Lima e Simões, 2001) e do Questionário de Estilo de Defesa-40 (Andrews, Singh, & Bond, 1993; Henriques-Calado, 2008) e a um Questionário Sociodemográfico. Os resultados permitem verificar que: o domínio de Consciensiosidade e os mecanismos e factor de defesa Maduros têm maior expressividade na amostra; o domínio do Neuroticismo encontra-se positivamente associado a mecanismos e factor Imaturidade, e negativamente associado aos mecanismos e factor Maturidade; o domínio de Extroversão encontra-se positivamente associado aos mecanismos de defesa Maduros; os domínios da Abertura à Experiência e Amabilidade encontram-se também positivamente associados ao factor Maturidade, e negativamente associados aos mecanismos e factores Imaturidade. Estes resultados vêm evidenciar como a propensão para experienciar afectos negativos, característicos do Neuroticismo, parece interferir com a adaptação, levando a uma maior dificuldade em controlar os impulsos, evidenciando assim estratégias pouco adaptadas e mais imaturas, face às exigências. Os resultados são discutidos à luz de literatura existente relativa às cinco dimensões de personalidade, ao uso de mecanismos de defesa e à adaptação do adulto de idade avançada às exigências do envelhecimento. São apontadas as limitações do estudo e propostas para futuras investigações. |
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