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As lucernas romanas de Scallabis

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho teve como objectivo o estudo da totalidade dos fragmentos de lucernas recohidos na Alcáçova de Santarém, provenientes de 12 das 18 campanhas de trabalhos arqueológicos realizados neste local. O conjunto conta com 393 fragmentos, dos quais correspondem 71 a exemplares decorados, e 16 contendo marca e/ou inscrição. A totalidade da amostra encontrava-se inédita, embora, nos relatórios das intervenções arqueológicas das várias campanhas, se tenha feito referência a alguns exemplares. Três das peças encontravam-se, ainda, já divulgadas (Arruda e Viegas, 2002b; AAVV 2002). Dado o elevado estado de fragmentação do conjunto, não resultou fácil a sua classificação e interpretação. Foi possível, ainda assim, integrar, tipologicamente, 123 exemplares. Cronologicamente, o conjunto de cerâmicas de iluminação da Alcáçova de Santarém poder-se-á enquadrar entre finais do século II a.C. e início da centúria seguinte, tendo perdurado até finais do século IV e inícios do século V d.C. No entanto, é durante o século I d.C. que apresenta o maior volume de importações, acompanhando os restantes materiais característicos desse período, como é o caso da terra sigillata e das ânforas. A partir de inícios do século II d.C., Scallabis parece sofrer uma quebra significativa na importação de produtos manufacturados, situação que o estudo deste conjunto também reflecte.
Autores principais:Pereira, Carlos Samuel Pires
Assunto:Lucernas romanas - Santarém (Portugal) Cerâmica romana - Santarém (Portugal)
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho teve como objectivo o estudo da totalidade dos fragmentos de lucernas recohidos na Alcáçova de Santarém, provenientes de 12 das 18 campanhas de trabalhos arqueológicos realizados neste local. O conjunto conta com 393 fragmentos, dos quais correspondem 71 a exemplares decorados, e 16 contendo marca e/ou inscrição. A totalidade da amostra encontrava-se inédita, embora, nos relatórios das intervenções arqueológicas das várias campanhas, se tenha feito referência a alguns exemplares. Três das peças encontravam-se, ainda, já divulgadas (Arruda e Viegas, 2002b; AAVV 2002). Dado o elevado estado de fragmentação do conjunto, não resultou fácil a sua classificação e interpretação. Foi possível, ainda assim, integrar, tipologicamente, 123 exemplares. Cronologicamente, o conjunto de cerâmicas de iluminação da Alcáçova de Santarém poder-se-á enquadrar entre finais do século II a.C. e início da centúria seguinte, tendo perdurado até finais do século IV e inícios do século V d.C. No entanto, é durante o século I d.C. que apresenta o maior volume de importações, acompanhando os restantes materiais característicos desse período, como é o caso da terra sigillata e das ânforas. A partir de inícios do século II d.C., Scallabis parece sofrer uma quebra significativa na importação de produtos manufacturados, situação que o estudo deste conjunto também reflecte.