Publicação
A teoria fundarentista da justificação epistémica de Susan Haack: contra o coerentismo, o fundacionalismo e o fiabilismo
| Resumo: | O que significa estar justificado a acreditar em p? As teorias coerentistas da justificação epistémica defendem que a justificação de uma crença empírica p depende das relações de suporte mútuo que p estabelece com as restantes crenças de um conjunto coerente de crenças. As teorias fundacionalistas da justificação epistémica defendem que a justificação de p depende de uma relação de suporte das crenças básicas para com as crenças não-básicas ou derivadas. Mas as teorias coerentistas não conseguem acomodar satisfatoriamente a entrada de input para dentro de um sistema coerente de crenças e as teorias fundacionalistas desvalorizam a relação de suporte mútuo entre as crenças e lidam com dificuldade com a justificação das crenças básicas. A teoria fundarentista da justificação epistémica de Susan Haack é construída na base dos aspectos positivos do coerentismo e do fundacionalismo. Do coerentismo recolhe a ideia de uma relação de suporte mútuo entre crenças sem que a justificação se torne circularmente viciosa e do fundacionalismo recolhe a relevância da experiência para a justificação das nossas crenças sem que se estabeleça qualquer distinção entre crenças básicas e derivas, o que vai possibilitar ao fundarentismo evitar as principais objecções que foram dirigidas àquelas duas teorias. Haack reconhece que a sua teoria epistémica pode ser melhorada e propõe como possível alternativa a teoria fiabilista da justificação epistémica, por esta teoria apresentar igualmente algumas das principais ideias fundarentistas. Haack detecta dois principais problemas nas teorias fiabilistas: a indistinção entre a justificação e a verdade e o não acesso às razões que sustentam as nossas crenças. Após uma descrição e análise crítica das principais teorias da justificação epistémica, concluo que o fundarentismo de Haack, não obstante alguns possíveis problemas que apresento no final, surge como a teoria da justificação epistémica mais plausível para a resposta ao problema a que nos propomos. |
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| Autores principais: | Dinis, Pedro |
| Assunto: | Haack, Susan, 1945- Epistemologia Crença (Filosofia) Justificação (Epistemologia) Verdade como coerência Fundacionalismo Teses de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O que significa estar justificado a acreditar em p? As teorias coerentistas da justificação epistémica defendem que a justificação de uma crença empírica p depende das relações de suporte mútuo que p estabelece com as restantes crenças de um conjunto coerente de crenças. As teorias fundacionalistas da justificação epistémica defendem que a justificação de p depende de uma relação de suporte das crenças básicas para com as crenças não-básicas ou derivadas. Mas as teorias coerentistas não conseguem acomodar satisfatoriamente a entrada de input para dentro de um sistema coerente de crenças e as teorias fundacionalistas desvalorizam a relação de suporte mútuo entre as crenças e lidam com dificuldade com a justificação das crenças básicas. A teoria fundarentista da justificação epistémica de Susan Haack é construída na base dos aspectos positivos do coerentismo e do fundacionalismo. Do coerentismo recolhe a ideia de uma relação de suporte mútuo entre crenças sem que a justificação se torne circularmente viciosa e do fundacionalismo recolhe a relevância da experiência para a justificação das nossas crenças sem que se estabeleça qualquer distinção entre crenças básicas e derivas, o que vai possibilitar ao fundarentismo evitar as principais objecções que foram dirigidas àquelas duas teorias. Haack reconhece que a sua teoria epistémica pode ser melhorada e propõe como possível alternativa a teoria fiabilista da justificação epistémica, por esta teoria apresentar igualmente algumas das principais ideias fundarentistas. Haack detecta dois principais problemas nas teorias fiabilistas: a indistinção entre a justificação e a verdade e o não acesso às razões que sustentam as nossas crenças. Após uma descrição e análise crítica das principais teorias da justificação epistémica, concluo que o fundarentismo de Haack, não obstante alguns possíveis problemas que apresento no final, surge como a teoria da justificação epistémica mais plausível para a resposta ao problema a que nos propomos. |
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