Publicação
Síndrome metabólica em escolares brasileiros : prevalência com diferentes critérios de diagnóstico
| Resumo: | Objetivo: O presente trabalho tem por objetivo identificar a prevalência de Síndrome Metabólica (SM) em escolares e comparar diferentes critérios de diagnóstico. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, no qual foram analisados dados de 290 escolares de seis a dez anos matriculados em escolas públicas de Itaúna, Minas Gerais, Brasil. Foram coletados dados antropométricos e bioquímicos, além da pressão arterial. Os escolares foram classificados pela presença de SM de acordo com três critérios Cook et al. (2003), Boney et al. (2005) e Ferreira et al. (2007) identificando a prevalência de SM e realizando uma comparação entre os critérios. Os dados foram analisados com auxilio dos softwares Excel e EpiInfo. Resultados: Em relação ao estado nutricional 25,8% dos escolares apresentaram excesso de peso (sobrepeso + obesidade), sendo 8,9% com sobrepeso e 16,9% com obesidade. A prevalência de SM nos critérios de Cook, Boney e Ferreira foi de 6,2%, 3,1% e 3,1%, respectivamente. Quando consideramos apenas a amostra com excesso de peso a prevalência de SM foi de 21,3%, 12% e 10,7% para Cook, Boney e Ferreira, respectivamente. A obesidade, caracterizada pela circunferência abdominal ou IMC, e o aumento de TG foram os fatores mais alterados em todos os critérios. Não encontramos associação entre o sexo da criança e o desenvolvimento de SM. Para o excesso de peso, o risco de SM aumentou consideravelmente nos critérios de Cook e Ferreira. Analisando os critérios em pares a concordância entre Boney e Cook foi intermediária, já entre Boney e Ferreira, e Cook e Ferreira foi considerada boa. Conclusões: Entre os três critérios de diagnóstico utilizados no estudo, há diferença na prevalência de acordo com o critério utilizado, mas encontramos uma concordância de intermediária a boa, o que facilita tanto o diagnóstico em grupos quanto a comparação de estudos. Porém mais estudos são necessários para a definição de um critério geral e um diagnóstico mais preciso, principalmente para o diagnóstico individual. |
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| Autores principais: | Mendes, Raquel Cristina |
| Assunto: | Síndrome metabólica Pediatria Escolares Teses de mestrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Objetivo: O presente trabalho tem por objetivo identificar a prevalência de Síndrome Metabólica (SM) em escolares e comparar diferentes critérios de diagnóstico. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, no qual foram analisados dados de 290 escolares de seis a dez anos matriculados em escolas públicas de Itaúna, Minas Gerais, Brasil. Foram coletados dados antropométricos e bioquímicos, além da pressão arterial. Os escolares foram classificados pela presença de SM de acordo com três critérios Cook et al. (2003), Boney et al. (2005) e Ferreira et al. (2007) identificando a prevalência de SM e realizando uma comparação entre os critérios. Os dados foram analisados com auxilio dos softwares Excel e EpiInfo. Resultados: Em relação ao estado nutricional 25,8% dos escolares apresentaram excesso de peso (sobrepeso + obesidade), sendo 8,9% com sobrepeso e 16,9% com obesidade. A prevalência de SM nos critérios de Cook, Boney e Ferreira foi de 6,2%, 3,1% e 3,1%, respectivamente. Quando consideramos apenas a amostra com excesso de peso a prevalência de SM foi de 21,3%, 12% e 10,7% para Cook, Boney e Ferreira, respectivamente. A obesidade, caracterizada pela circunferência abdominal ou IMC, e o aumento de TG foram os fatores mais alterados em todos os critérios. Não encontramos associação entre o sexo da criança e o desenvolvimento de SM. Para o excesso de peso, o risco de SM aumentou consideravelmente nos critérios de Cook e Ferreira. Analisando os critérios em pares a concordância entre Boney e Cook foi intermediária, já entre Boney e Ferreira, e Cook e Ferreira foi considerada boa. Conclusões: Entre os três critérios de diagnóstico utilizados no estudo, há diferença na prevalência de acordo com o critério utilizado, mas encontramos uma concordância de intermediária a boa, o que facilita tanto o diagnóstico em grupos quanto a comparação de estudos. Porém mais estudos são necessários para a definição de um critério geral e um diagnóstico mais preciso, principalmente para o diagnóstico individual. |
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