Publicação
Arquitectura de emergência. Entre o imediato e o definitivo
| Resumo: | A presente dissertação aborda a arquitectura na sua vertente pragmática e transitória, tendo como fundamento o conceito de Emergência. Tomando como ponto de partida questões como a da Qualidade de Vida - Mobilidade e Sustentabilidade – numa procura de esclarecimento sobre o papel que o arquitecto tem na criação de soluções transitórias que garantam as condições mínimas de dignidade e habitabilidade às populações vítimas de eventos cataclísmicos ou de conflitos sociais e políticos. A emergência é neste sentido abordada no seu carácter efémero e temporário, constituindo uma resposta da Arquitectura à necessidade de abrigo das vítimas de catástrofe, revelando as atitudes reflexivas, oníricas e criativas da habilidade do arquitecto, que interpreta a Arquitectura de Emergência como solução actual e operativa em cenários de contingência. Deste modo, a emergência na arquitectura, denota especificidades de mutabilidade, pragmatismo e rapidez de resposta a um conjunto de premissas fundamentais. A Habitabilidade é assegurada pela protecção contra as agressões externas (condicionantes climáticas); o armazenamento e protecção dos bens materiais; e o equilíbrio emocional e satisfação da necessidade de intimidade. A Mobilidade, quer dos utilizadores, quer do próprio objecto arquitectónico, é possibilitada pela acessibilidade entre as habitações e os lugares de trabalho (mobilidade pendular); a flexibilidade na configuração espacial (divisões interiores e ampliações); e a utilização de materiais reutilizáveis, recicláveis e autóctones. E por fim, a Sustentabilidade depende da integração de equipamentos complementares de fácil aplicação e aceitação cultural; da autonomia energética; e da gestão de recursos hídricos. |
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| Autores principais: | Ziebell, Arnfried Cardoso |
| Assunto: | Emergencia Mobilidade Sustentabilidade Trannsitoriedade Emergency Mobility Sustainability Transitive |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente dissertação aborda a arquitectura na sua vertente pragmática e transitória, tendo como fundamento o conceito de Emergência. Tomando como ponto de partida questões como a da Qualidade de Vida - Mobilidade e Sustentabilidade – numa procura de esclarecimento sobre o papel que o arquitecto tem na criação de soluções transitórias que garantam as condições mínimas de dignidade e habitabilidade às populações vítimas de eventos cataclísmicos ou de conflitos sociais e políticos. A emergência é neste sentido abordada no seu carácter efémero e temporário, constituindo uma resposta da Arquitectura à necessidade de abrigo das vítimas de catástrofe, revelando as atitudes reflexivas, oníricas e criativas da habilidade do arquitecto, que interpreta a Arquitectura de Emergência como solução actual e operativa em cenários de contingência. Deste modo, a emergência na arquitectura, denota especificidades de mutabilidade, pragmatismo e rapidez de resposta a um conjunto de premissas fundamentais. A Habitabilidade é assegurada pela protecção contra as agressões externas (condicionantes climáticas); o armazenamento e protecção dos bens materiais; e o equilíbrio emocional e satisfação da necessidade de intimidade. A Mobilidade, quer dos utilizadores, quer do próprio objecto arquitectónico, é possibilitada pela acessibilidade entre as habitações e os lugares de trabalho (mobilidade pendular); a flexibilidade na configuração espacial (divisões interiores e ampliações); e a utilização de materiais reutilizáveis, recicláveis e autóctones. E por fim, a Sustentabilidade depende da integração de equipamentos complementares de fácil aplicação e aceitação cultural; da autonomia energética; e da gestão de recursos hídricos. |
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