Publicação
Aplicação de políticas macroeconómicas em Microestados insulares. O caso de São Tomé e Príncipe
| Resumo: | A condição de Microestado Insular (MEI) impõe importantes vulnerabilidades internas e externas, passíveis de dificultar o seu desenvolvimento socioeconómico. O custo relativamente maior da formulação de políticas públicas e, em geral, dos rácios de despesas em relação ao PIB, a estrutura de mercado mais concentrada, o acesso menos favorável ao capital global, o limitado mercado de trabalho, com a consequente exiguidade de fontes de vantagem comparativa, afetam a concorrência e proporcionam deseconomias de escala. Essas circunstâncias podem dificultar a eficácia das políticas macroeconómicas pré-formatadas, exigindo a sua adequação ao contexto, contrariamente às prescrições do FMI. O estádio de desenvolvimento socioeconómico de São Tomé e Príncipe, que implementou programas sucessivos de estabilização económica sugeridos pelo FMI durante cerca de três décadas, evidencia também, essa ineficácia. A necessidade de contextualizar esses programas é dificultada pela geoeconomia daquela instituição, que beneficia os países hegemónicos. Contudo, as circunstâncias históricas, e quiçá a especificidade da estrutura políticoconstitucional e fraca capacidade institucional fizeram de São Tomé e Príncipe um país fortemente condicionado pelo FMI. A proposta da presente dissertação de doutoramento é que os MEI contornem esses constrangimentos através da escolha de estratégias de relações internacionais acertadas, bem como alguma ancoragem de determinados aspetos do poder soberano. |
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| Autores principais: | Santiago, Ângela Maria da Graça Viegas |
| Assunto: | MEI Desenvolvimento socioeconómico São Tomé e Príncipe Geoeconomia FMI Políticas macroeconómicas MEI Socioeconomic development Sao Tome and Principe Geo-economy IMF Macroeconomic policies |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A condição de Microestado Insular (MEI) impõe importantes vulnerabilidades internas e externas, passíveis de dificultar o seu desenvolvimento socioeconómico. O custo relativamente maior da formulação de políticas públicas e, em geral, dos rácios de despesas em relação ao PIB, a estrutura de mercado mais concentrada, o acesso menos favorável ao capital global, o limitado mercado de trabalho, com a consequente exiguidade de fontes de vantagem comparativa, afetam a concorrência e proporcionam deseconomias de escala. Essas circunstâncias podem dificultar a eficácia das políticas macroeconómicas pré-formatadas, exigindo a sua adequação ao contexto, contrariamente às prescrições do FMI. O estádio de desenvolvimento socioeconómico de São Tomé e Príncipe, que implementou programas sucessivos de estabilização económica sugeridos pelo FMI durante cerca de três décadas, evidencia também, essa ineficácia. A necessidade de contextualizar esses programas é dificultada pela geoeconomia daquela instituição, que beneficia os países hegemónicos. Contudo, as circunstâncias históricas, e quiçá a especificidade da estrutura políticoconstitucional e fraca capacidade institucional fizeram de São Tomé e Príncipe um país fortemente condicionado pelo FMI. A proposta da presente dissertação de doutoramento é que os MEI contornem esses constrangimentos através da escolha de estratégias de relações internacionais acertadas, bem como alguma ancoragem de determinados aspetos do poder soberano. |
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