Publicação
Influência da escolaridade na avaliação neuropsicológica do defeito cognitivo ligeiro
| Resumo: | Este estudo tem como objetivo investigar a presença de diferentes padrões de declínio cognitivo, tendo em consideração a educação. A hipótese defendida é a de que os doentes com baixa escolaridade apresentam um desempenho mais baixo nas funções executivas, comparativamente aos doentes com alta escolaridade. Foram incluídos indivíduos com diagnóstico de Declínio Cognitivo Ligeiro (DCL) e com uma ou mais avaliações neuropsicológicas (100 participantes, a maioria do sexo feminino [64%] com 68.3 [± 8.3] anos de idade e 7.8 [± 4.9] anos de escolaridade), tendo sido divididos em dois grupos (baixa escolaridade [1-4 anos] e alta escolaridade [> 4 anos]). Os resultados dos testes neuropsicológicos foram analisados através de regressão linear simples a fim de avaliar a variação destes com a educação; cada domínio cognitivo foi alvo de comparação entre os dois grupos de escolaridade, recorrendo a testes t de student; e a proporção de baixo desempenho nos vários testes foi analisada através de tabelas de contingência. Os resultados revelaram a existência de padrões de declínio cognitivo semelhantes entre os dois grupos, embora com valores mais baixos de desempenho nalguns testes nos sujeitos com alta escolaridade. Estes resultados sugerem que o grupo de alta escolaridade possa ter maior reserva cognitiva, podendo eventualmente manter-se num estádio de DCL, apesar de um declínio executivo mais acentuado. |
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| Autores principais: | Godinho, Filipe Duarte Saragaço Garcia |
| Assunto: | Escolaridade Comprometimento cognitivo leve Testes psicológicos Linguagem |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo tem como objetivo investigar a presença de diferentes padrões de declínio cognitivo, tendo em consideração a educação. A hipótese defendida é a de que os doentes com baixa escolaridade apresentam um desempenho mais baixo nas funções executivas, comparativamente aos doentes com alta escolaridade. Foram incluídos indivíduos com diagnóstico de Declínio Cognitivo Ligeiro (DCL) e com uma ou mais avaliações neuropsicológicas (100 participantes, a maioria do sexo feminino [64%] com 68.3 [± 8.3] anos de idade e 7.8 [± 4.9] anos de escolaridade), tendo sido divididos em dois grupos (baixa escolaridade [1-4 anos] e alta escolaridade [> 4 anos]). Os resultados dos testes neuropsicológicos foram analisados através de regressão linear simples a fim de avaliar a variação destes com a educação; cada domínio cognitivo foi alvo de comparação entre os dois grupos de escolaridade, recorrendo a testes t de student; e a proporção de baixo desempenho nos vários testes foi analisada através de tabelas de contingência. Os resultados revelaram a existência de padrões de declínio cognitivo semelhantes entre os dois grupos, embora com valores mais baixos de desempenho nalguns testes nos sujeitos com alta escolaridade. Estes resultados sugerem que o grupo de alta escolaridade possa ter maior reserva cognitiva, podendo eventualmente manter-se num estádio de DCL, apesar de um declínio executivo mais acentuado. |
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