Publicação
O projecto político de Zimbri-Lim, 1775-1762 a.C.
| Resumo: | Zimri-Lim chegou ao trono de Mari em 1775 a.C., após o desmembramento do reino da Alta Mesopotâmia. As circunstâncias que envolveram a sua entronização explicam o facto do soberano poder contar deste cedo com a aliança de alguns dos monarcas mais poderosos do mundo siro-mesopotâmico. Nos anos seguintes, Zimri-Lim dedicar-se-ia à construção de uma estrutura político-diplomática coesa e, tanto quanto possível, estável. O alargamento desta rede de aliados teria sido concretizado mediante a conciliação de poderes tão díspares quanto inimigos (como o Yamhad, E nunna, o Ekallatum e a Babilónia). O principal objectivo do rei de Mari era a sobrevivência do reino enquanto entidade politicamente independente. Contudo, tomando esta estrutura político diplomática como o seu motor de expansão, Zimri-Lim tentaria subir ao patamar mais alto da estrita e complexa hierarquia que caracterizava as relações diplomáticas no séc. XVIII a.C. Assim sendo, firmando a sua suserania à região do delta do Habur e considerando a sua proximidade diplomática à zona do Sindjar, Zimri-Lim conseguiria afirmar-se como um dos principais soberanos de então. Contudo, este período de crescimento começaria lentamente a reverter-se a partir do último terço do reinado. O cenário até então bastante favorável terminaria abruptamente com a tomada da cidade pelas forças do seu homólogo e ex-aliado, Hammu-rabi, em 1762 a.C. Para esta ruína muito terá contribuído o desgaste causado pelas sucessivas guerras travadas ao longo do reinado, assim como o complexo dimorfismo que caracterizava o reino. No entanto, ela dever-se-á acima de tudo à insustentabilidade da política diplomática imposta pelo soberano. |
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| Autores principais: | Rosa, Maria de Fátima Castanheira da Silva |
| Assunto: | Zimri-Lim, Rei de Mari, séc.18 a.C. Relações diplomáticas História política - Mesopotâmia - séc.18 a.C. Síria - História - Antiguidade Mesopotâmia - História - Antiguidade Mari (Síria) - História Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Zimri-Lim chegou ao trono de Mari em 1775 a.C., após o desmembramento do reino da Alta Mesopotâmia. As circunstâncias que envolveram a sua entronização explicam o facto do soberano poder contar deste cedo com a aliança de alguns dos monarcas mais poderosos do mundo siro-mesopotâmico. Nos anos seguintes, Zimri-Lim dedicar-se-ia à construção de uma estrutura político-diplomática coesa e, tanto quanto possível, estável. O alargamento desta rede de aliados teria sido concretizado mediante a conciliação de poderes tão díspares quanto inimigos (como o Yamhad, E nunna, o Ekallatum e a Babilónia). O principal objectivo do rei de Mari era a sobrevivência do reino enquanto entidade politicamente independente. Contudo, tomando esta estrutura político diplomática como o seu motor de expansão, Zimri-Lim tentaria subir ao patamar mais alto da estrita e complexa hierarquia que caracterizava as relações diplomáticas no séc. XVIII a.C. Assim sendo, firmando a sua suserania à região do delta do Habur e considerando a sua proximidade diplomática à zona do Sindjar, Zimri-Lim conseguiria afirmar-se como um dos principais soberanos de então. Contudo, este período de crescimento começaria lentamente a reverter-se a partir do último terço do reinado. O cenário até então bastante favorável terminaria abruptamente com a tomada da cidade pelas forças do seu homólogo e ex-aliado, Hammu-rabi, em 1762 a.C. Para esta ruína muito terá contribuído o desgaste causado pelas sucessivas guerras travadas ao longo do reinado, assim como o complexo dimorfismo que caracterizava o reino. No entanto, ela dever-se-á acima de tudo à insustentabilidade da política diplomática imposta pelo soberano. |
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