Publicação
Avaliação retrospetiva do tratamento com lomustina em gatos com linfoma
| Resumo: | O linfoma é a neoplasia mais comum nos gatos, o qual representa aproximadamente um terço dos tumores nesta espécie. Por isso, é essencial um estudo de novos protocolos de quimioterapia para melhorar o tratamento desta doença. O objetivo deste estudo consistiu em avaliar a eficácia e os potenciais efeitos adversos associados ao uso de lomustina no tratamento do linfoma felino. Além disso, foram investigados os fatores que poderiam influenciar o resultado do tratamento. No nosso estudo foram incluídos 28 gatos, machos (n=17) e fêmeas (n=11), diagnosticados com diferentes tipos de linfoma, incluindo linfoma gastrointestinal (n=19), linfoma mediastínico (n=6), linfoma epiteliotrópico (n=1), linfoma gastrointestinal e mediastínico (n=1), e linfoma gastrointestinal, renal e ocular (n=1). A terapêutica com lomustina foi administrada como tratamento primário (n=15) e como tratamento de resgate (n=13). Um total de 54 ocorrências de efeitos adversos, foram registadas em 82% (23/28) dos animais em estudo. Estes episódios incluíram casos de toxicidade hematopoiética (n=24), de toxicidade gastrointestinal (n=20), de toxicidade renal (n=7) e de toxicidade hepática (n=3). Os efeitos adversos observados foram idênticos aos descritos em estudos sobre a administração de lomustina em gatos, tanto em termos de frequência como de gravidade. Estes resultados reforçam a segurança do uso de lomustina no tratamento do linfoma felino. Para a avaliação da eficácia do tratamento com lomustina, foi utilizado o progression free interval (PFI). Observou-se que os animais com linfomas de células grandes (média de PFI de 34.1 dias) apresentaram uma probabilidade 6.526 vezes maior de progressão de doença em comparação com os animais com linfomas de células pequenas e intermédias (média de PFI de 65.7 dias) (p=0.08). Além disso, os animais com linfomas gastrointestinais (média de PFI de 61.1 dias) apresentaram uma probabilidade 2.548 vezes maior de progressão de doença em comparação com os animais com linfomas não gastrointestinais (média de PFI de 100.8 dias) (p=0.07). Estes resultados indicam que a lomustina demonstrou maior eficácia no tratamento de linfomas de células pequenas e intermédias em comparação com linfomas de células grandes, e também no tratamento de linfomas não gastrointestinais em oposição a linfomas gastrointestinais |
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| Autores principais: | Uden, Miguel Maria Lopes van |
| Assunto: | Linfoma Quimioterapia Resposta clínica Efeitos secundários Lymphoma Chemotherapy Clinical response Side effects |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O linfoma é a neoplasia mais comum nos gatos, o qual representa aproximadamente um terço dos tumores nesta espécie. Por isso, é essencial um estudo de novos protocolos de quimioterapia para melhorar o tratamento desta doença. O objetivo deste estudo consistiu em avaliar a eficácia e os potenciais efeitos adversos associados ao uso de lomustina no tratamento do linfoma felino. Além disso, foram investigados os fatores que poderiam influenciar o resultado do tratamento. No nosso estudo foram incluídos 28 gatos, machos (n=17) e fêmeas (n=11), diagnosticados com diferentes tipos de linfoma, incluindo linfoma gastrointestinal (n=19), linfoma mediastínico (n=6), linfoma epiteliotrópico (n=1), linfoma gastrointestinal e mediastínico (n=1), e linfoma gastrointestinal, renal e ocular (n=1). A terapêutica com lomustina foi administrada como tratamento primário (n=15) e como tratamento de resgate (n=13). Um total de 54 ocorrências de efeitos adversos, foram registadas em 82% (23/28) dos animais em estudo. Estes episódios incluíram casos de toxicidade hematopoiética (n=24), de toxicidade gastrointestinal (n=20), de toxicidade renal (n=7) e de toxicidade hepática (n=3). Os efeitos adversos observados foram idênticos aos descritos em estudos sobre a administração de lomustina em gatos, tanto em termos de frequência como de gravidade. Estes resultados reforçam a segurança do uso de lomustina no tratamento do linfoma felino. Para a avaliação da eficácia do tratamento com lomustina, foi utilizado o progression free interval (PFI). Observou-se que os animais com linfomas de células grandes (média de PFI de 34.1 dias) apresentaram uma probabilidade 6.526 vezes maior de progressão de doença em comparação com os animais com linfomas de células pequenas e intermédias (média de PFI de 65.7 dias) (p=0.08). Além disso, os animais com linfomas gastrointestinais (média de PFI de 61.1 dias) apresentaram uma probabilidade 2.548 vezes maior de progressão de doença em comparação com os animais com linfomas não gastrointestinais (média de PFI de 100.8 dias) (p=0.07). Estes resultados indicam que a lomustina demonstrou maior eficácia no tratamento de linfomas de células pequenas e intermédias em comparação com linfomas de células grandes, e também no tratamento de linfomas não gastrointestinais em oposição a linfomas gastrointestinais |
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