Publicação
Ênclise e próclise em infinitivas preposicionadas : uma perspectiva dialectal
| Resumo: | O presente trabalho tem como finalidade expandir a base empírica para o estudo da colocação dos clíticos no Português Europeu, apresentando informação sobre a colocação dos clíticos num dos raros contextos de aparente variação livre na língua – as infinitivas preposicionadas. A elaboração deste estudo apoia-se no trabalho de Magro (2005), que apresenta uma proposta que assenta nas propriedades categoriais das preposições para dar conta da variação atestada em domínios infinitivos introduzidos por uma preposição. O trabalho da autora teve como objecto de estudo as ocorrências de clíticos em infinitivas preposicionadas extraídas de uma amostra parcial dos dados do corpus CORDIAL-SIN. Durante a realização desta dissertação, estendi a análise à totalidade dos dados actualmente disponíveis no mesmo corpus e procurei, adicionalmente, verificar se poderíamos relacionar a variação na colocação clítica com factores de natureza geolinguística (e, com base nisso, delimitar áreas dialectais correspondentes às diferentes variedades atestadas). Para além de os dados corroborarem os resultados que Magro apresentou, também se verificaram indícios de áreas dialectais que se distinguem do português europeu padrão por representarem um estrato linguístico mais antigo. Posteriormente, procurei comparar os resultados desta primeira investigação a dados que dizem respeito à produtividade do fenómeno de subida de clítico no mesmo contexto (as infinitivas preposicionadas). Esta tarefa teve o objectivo de verificar (ou infirmar) as conclusões formuladas em Magro (2004) de que a produtividade da subida de clítico (ou inibição da mesma) serve de apoio à hipótese de que as preposições podem apresentar diferentes propriedades categoriais e que são estas propriedades que motivam as diferentes colocações dos clíticos nestes contextos de aparente variação. Os dados solidificam a proposta de Magro, mas mostram a importância da consideração de outros factores sintácticos (como a presença de desencadeadores de próclise na oração matriz ou estruturas com se-nominativo) na análise dos resultados para podermos compreender a variação atestada. |
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| Autores principais: | Pereira, Mélanie Alice Susie |
| Assunto: | Língua portuguesa - Clíticos Língua portuguesa - Infinitivo Língua portuguesa - Variação linguística Língua portuguesa - Sintaxe Teses de mestrado - 2018 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho tem como finalidade expandir a base empírica para o estudo da colocação dos clíticos no Português Europeu, apresentando informação sobre a colocação dos clíticos num dos raros contextos de aparente variação livre na língua – as infinitivas preposicionadas. A elaboração deste estudo apoia-se no trabalho de Magro (2005), que apresenta uma proposta que assenta nas propriedades categoriais das preposições para dar conta da variação atestada em domínios infinitivos introduzidos por uma preposição. O trabalho da autora teve como objecto de estudo as ocorrências de clíticos em infinitivas preposicionadas extraídas de uma amostra parcial dos dados do corpus CORDIAL-SIN. Durante a realização desta dissertação, estendi a análise à totalidade dos dados actualmente disponíveis no mesmo corpus e procurei, adicionalmente, verificar se poderíamos relacionar a variação na colocação clítica com factores de natureza geolinguística (e, com base nisso, delimitar áreas dialectais correspondentes às diferentes variedades atestadas). Para além de os dados corroborarem os resultados que Magro apresentou, também se verificaram indícios de áreas dialectais que se distinguem do português europeu padrão por representarem um estrato linguístico mais antigo. Posteriormente, procurei comparar os resultados desta primeira investigação a dados que dizem respeito à produtividade do fenómeno de subida de clítico no mesmo contexto (as infinitivas preposicionadas). Esta tarefa teve o objectivo de verificar (ou infirmar) as conclusões formuladas em Magro (2004) de que a produtividade da subida de clítico (ou inibição da mesma) serve de apoio à hipótese de que as preposições podem apresentar diferentes propriedades categoriais e que são estas propriedades que motivam as diferentes colocações dos clíticos nestes contextos de aparente variação. Os dados solidificam a proposta de Magro, mas mostram a importância da consideração de outros factores sintácticos (como a presença de desencadeadores de próclise na oração matriz ou estruturas com se-nominativo) na análise dos resultados para podermos compreender a variação atestada. |
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