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Radioactividade em algumas espécies de pescado, da zona de captura do Atlântico Nordeste, consumidas em Portugal

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Resumo:Este trabalho apresenta os resultados da monitorização da actividade do polónio (210Po), chumbo (210Pb), potássio (40K) - radionuclidos de origem natural - e do césio (137Cs) - radionuclido de origem artificial -, durante 4 meses (de Janeiro a Abril de 2006), no carapau (Trachurus trachurus), na sardinha (Sardina pilchardus), na pata-roxa (Scyliorhinus canicula), na sarda (Scomber scombrus) e na faneca (Trisopterus luscus). As amostras analisadas compreendem o tecido muscular, o fígado e as gónadas das espécies referidas, capturadas no Atlântico Nordeste, ao largo da zona de Peniche. A concentração do polónio nestas amostras foi sempre mais elevada que a dos outros radionuclidos. Este radionuclido acumula-se preferencialmente nas vísceras e, sobretudo, no fígado. Tendo em conta as taxas de consumo anuais destas espécies, e o seu lugar na dieta, foi calculada a dose de radiação para o consumidor devida à ingestão dos radionuclidos acima referidos. Concluiu-se que a maior contribuição para a dose de radiação é devida ao 210Po, sendo comparativamente muito pequena a contribuição do principal radionuclido de origem artificial, o 137Cs. Não há, pois, no presente um risco de exposição da população Portuguesa às radiações ionizantes pelo consumo dos produtos da pesca.
Autores principais:Sousa, Ana Filipa Caseiro Pinto
Assunto:Peixes Atlântico Nordeste Polónio-210 Chumbo-210 Césio-137 Potássio-40 Consumo de pescado Dose de radiação para o Homem Fishes North-East Atlantic Ocean Polonium-210 Lead-210 Cesium-137 Potassium-40 Consumption of fishery products Radiation dose to man
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este trabalho apresenta os resultados da monitorização da actividade do polónio (210Po), chumbo (210Pb), potássio (40K) - radionuclidos de origem natural - e do césio (137Cs) - radionuclido de origem artificial -, durante 4 meses (de Janeiro a Abril de 2006), no carapau (Trachurus trachurus), na sardinha (Sardina pilchardus), na pata-roxa (Scyliorhinus canicula), na sarda (Scomber scombrus) e na faneca (Trisopterus luscus). As amostras analisadas compreendem o tecido muscular, o fígado e as gónadas das espécies referidas, capturadas no Atlântico Nordeste, ao largo da zona de Peniche. A concentração do polónio nestas amostras foi sempre mais elevada que a dos outros radionuclidos. Este radionuclido acumula-se preferencialmente nas vísceras e, sobretudo, no fígado. Tendo em conta as taxas de consumo anuais destas espécies, e o seu lugar na dieta, foi calculada a dose de radiação para o consumidor devida à ingestão dos radionuclidos acima referidos. Concluiu-se que a maior contribuição para a dose de radiação é devida ao 210Po, sendo comparativamente muito pequena a contribuição do principal radionuclido de origem artificial, o 137Cs. Não há, pois, no presente um risco de exposição da população Portuguesa às radiações ionizantes pelo consumo dos produtos da pesca.