Publicação
Os usos das grutas na Idade do Ferro da Baixa Estremadura (Portugal) : uma primeira visão de conjunto
| Resumo: | Nos últimos anos, o desenvolvimento da actividade arqueológica na área da Baixa Estremadura (Penínsulas de Lisboa e Setúbal, Portugal), somada à revisão de conjuntos resultantes de escavações antigas, tem vindo a revelar a existência de um número significativo de cavidades cársicas ocupadas durante a Idade do Ferro. Apresenta-se aqui um primeiro estudo de conjunto dessas ocupações, assente num inventário crítico que permite afirmar que parte significativa das mesmas se terá relacionado com funções religiosas, nas quais a prática de oferendas e o comensalismo ocuparam um lugar fulcral. As pautas cultuais ilustradas pelos materiais recolhidos nestas grutas parecem evidenciar uma confluência entre tradições com raízes no Bronze Final regional e práticas de origem nitidamente mediterrânea. A posição destas grutas no território sugere uma íntima relação com o mar e a navegação, ao passo que os ritmos de ocupação das mesmas, com um nítido pico em torno a meados do I milénio a. n. e., poderia relacionar-se com lógicas de estruturação do território dinamizadas pelos principais centros políticos regionais. |
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| Autores principais: | Gomes, Francisco B. |
| Assunto: | Grutas Idade do ferro Baixa Estremadura Práticas rituais Religiosidade Caves Iron Age Lower Estremadura Ritual practices Religiosity |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Nos últimos anos, o desenvolvimento da actividade arqueológica na área da Baixa Estremadura (Penínsulas de Lisboa e Setúbal, Portugal), somada à revisão de conjuntos resultantes de escavações antigas, tem vindo a revelar a existência de um número significativo de cavidades cársicas ocupadas durante a Idade do Ferro. Apresenta-se aqui um primeiro estudo de conjunto dessas ocupações, assente num inventário crítico que permite afirmar que parte significativa das mesmas se terá relacionado com funções religiosas, nas quais a prática de oferendas e o comensalismo ocuparam um lugar fulcral. As pautas cultuais ilustradas pelos materiais recolhidos nestas grutas parecem evidenciar uma confluência entre tradições com raízes no Bronze Final regional e práticas de origem nitidamente mediterrânea. A posição destas grutas no território sugere uma íntima relação com o mar e a navegação, ao passo que os ritmos de ocupação das mesmas, com um nítido pico em torno a meados do I milénio a. n. e., poderia relacionar-se com lógicas de estruturação do território dinamizadas pelos principais centros políticos regionais. |
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