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Influência dos estilos de vida e determinantes sociais na saúde mental dos estudantes de medicina : um estudo longitudinal numa escola médica portuguesa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Os estudantes universitários apresentam uma elevada prevalência de perturbações mentais e os estudantes de medicina são particularmente vulneráveis. Este estudo teve como objetivos avaliar os níveis de saúde mental ao longo de um primeiro semestre do curso de medicina e identificar fatores que influenciam a saúde mental dos estudantes de medicina. Método: Estudo observacional e longitudinal com três momentos de avaliação no início, meio e fim do primeiro semestre do ano letivo 2018-2019 de uma escola médica portuguesa. Os estudantes de medicina responderam a questões quanto às características sociodemográficas, desempenho académico, saúde mental, estilo de vida e determinantes sociais. Preencheram o Mental Health Inventory-5 e as versões revistas da Escala de Satisfação com o Suporte Social e do Questionário sobre o Estigma e Comportamentos de Procura de Ajuda Profissional. Resultados: A amostra emparelhada é constituída pelos 108 estudantes que participaram nos três momentos do estudo e apresenta níveis de saúde mental de 20.58 no primeiro momento, diminuindo significativamente para 17.66 no segundo momento e para 17.22 no terceiro momento. Na amostra não emparelhada no terceiro momento (n = 332), verificou-se que os níveis de saúde mental são mais elevados entre os estudantes do sexo masculino e que se associam positivamente com a perceção de apoio social, a perceção da manutenção de hábitos alimentares e de sono equilibrados e a frequência de atividades extracurriculares, e negativamente com o consumo de ansiolíticos e hipnóticos e com perceção de stress financeiro. Conclusão: A saúde mental dos estudantes de medicina piorou ao longo do primeiro semestre. A perceção de apoio social, os hábitos alimentares e de sono, seguidos pelo tempo semanal dedicado a atividades extracurriculares e o sexo masculino surgiram como os principais preditores da saúde mental dos estudantes. As escolas médicas devem desenvolver medidas que contribuam para a saúde mental dos seus estudantes.
Autores principais:Florenciano, Mafalda Sofia dos Santos
Assunto:Saúde mental Estudantes de medicina Estilo de vida Determinantes sociais
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Os estudantes universitários apresentam uma elevada prevalência de perturbações mentais e os estudantes de medicina são particularmente vulneráveis. Este estudo teve como objetivos avaliar os níveis de saúde mental ao longo de um primeiro semestre do curso de medicina e identificar fatores que influenciam a saúde mental dos estudantes de medicina. Método: Estudo observacional e longitudinal com três momentos de avaliação no início, meio e fim do primeiro semestre do ano letivo 2018-2019 de uma escola médica portuguesa. Os estudantes de medicina responderam a questões quanto às características sociodemográficas, desempenho académico, saúde mental, estilo de vida e determinantes sociais. Preencheram o Mental Health Inventory-5 e as versões revistas da Escala de Satisfação com o Suporte Social e do Questionário sobre o Estigma e Comportamentos de Procura de Ajuda Profissional. Resultados: A amostra emparelhada é constituída pelos 108 estudantes que participaram nos três momentos do estudo e apresenta níveis de saúde mental de 20.58 no primeiro momento, diminuindo significativamente para 17.66 no segundo momento e para 17.22 no terceiro momento. Na amostra não emparelhada no terceiro momento (n = 332), verificou-se que os níveis de saúde mental são mais elevados entre os estudantes do sexo masculino e que se associam positivamente com a perceção de apoio social, a perceção da manutenção de hábitos alimentares e de sono equilibrados e a frequência de atividades extracurriculares, e negativamente com o consumo de ansiolíticos e hipnóticos e com perceção de stress financeiro. Conclusão: A saúde mental dos estudantes de medicina piorou ao longo do primeiro semestre. A perceção de apoio social, os hábitos alimentares e de sono, seguidos pelo tempo semanal dedicado a atividades extracurriculares e o sexo masculino surgiram como os principais preditores da saúde mental dos estudantes. As escolas médicas devem desenvolver medidas que contribuam para a saúde mental dos seus estudantes.