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Leitura e sucesso escolar : caminhos para o futuro : o caso de Arganil
| Resumo: | A realidade que constato ao conhecer as indicações do Ministério da Educação acerca das dificuldades que os alunos do 4°, 6° e 9° de escolaridade revelam nos exames de aferição em relação à compreensão da leitura e na exposição escrita; os resultados dos estudos internacionais sobre literacia nomeadamente o Pisa 2000 e 2003 que coloca Portugal para lá da metade da tabela dos países da OCDE e a realidade que vivo no Concelho onde exerço a minha profissão de Bibliotecária, levaram-me a procurar um espaço de reflexão sobre a problemática da iliteracia nos nossos jovens e da falta de hábitos de leitura. Parti de uma triangulação clássica que tem nos seus vértices a escola, a família e as bibliotecas e no seu seio a criação do jovem leitor. Procurei alicerçar as minhas ideias no conhecimento da realidade em países que consideramos desenvolvidos. A preocupação nestes países com a criação de estratégias que levem ao desenvolvimento e vulgarização dos hábitos de leitura, considerados há muito fundamentais para a construção de uma sociedade baseada no conhecimento e na formação, levaram-me a questionar o facto de em Portugal o caminho ter sido bem diferente conduzindo-o à construção de uma realidade que nos amarfanha como País e nos atira, nos estudos internacionais sobre competências na leitura e na escrita, para lugares que condicionam o nosso futuro. Nos quadros que construí e que estruturam a minha investigação está a questão chave deste meu trabalho. A escola, a família e a existência de bibliotecas: escolares e públicas, estarão na base da existência de jovens leitores? Estou convencida que a auto-construção destes não nasce do nada. O gosto pela leitura pode ser genético, como qualquer outro gosto. Todavia, ele tem que ser cultivado, incentivado e têm que ser criadas as condições necessárias para que ele frutifique. Ao analisar os quadros que construí e que constituem os vértices do triângulo que tracei, verifiquei, ao longo desta investigação, que o problema que está subjacente - o insucesso e o abandono escolar - à tese que me proponho defender com esta dissertação, é um problema real e que está presente no estudo empírico que desenvolvi no Concelho de Arganil. |
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| Autores principais: | Fróis, Margarida Maria Lopes Custódio, 1953- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2005 Sucesso escolar Auto-aprendizagem Leitura - Portugal |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A realidade que constato ao conhecer as indicações do Ministério da Educação acerca das dificuldades que os alunos do 4°, 6° e 9° de escolaridade revelam nos exames de aferição em relação à compreensão da leitura e na exposição escrita; os resultados dos estudos internacionais sobre literacia nomeadamente o Pisa 2000 e 2003 que coloca Portugal para lá da metade da tabela dos países da OCDE e a realidade que vivo no Concelho onde exerço a minha profissão de Bibliotecária, levaram-me a procurar um espaço de reflexão sobre a problemática da iliteracia nos nossos jovens e da falta de hábitos de leitura. Parti de uma triangulação clássica que tem nos seus vértices a escola, a família e as bibliotecas e no seu seio a criação do jovem leitor. Procurei alicerçar as minhas ideias no conhecimento da realidade em países que consideramos desenvolvidos. A preocupação nestes países com a criação de estratégias que levem ao desenvolvimento e vulgarização dos hábitos de leitura, considerados há muito fundamentais para a construção de uma sociedade baseada no conhecimento e na formação, levaram-me a questionar o facto de em Portugal o caminho ter sido bem diferente conduzindo-o à construção de uma realidade que nos amarfanha como País e nos atira, nos estudos internacionais sobre competências na leitura e na escrita, para lugares que condicionam o nosso futuro. Nos quadros que construí e que estruturam a minha investigação está a questão chave deste meu trabalho. A escola, a família e a existência de bibliotecas: escolares e públicas, estarão na base da existência de jovens leitores? Estou convencida que a auto-construção destes não nasce do nada. O gosto pela leitura pode ser genético, como qualquer outro gosto. Todavia, ele tem que ser cultivado, incentivado e têm que ser criadas as condições necessárias para que ele frutifique. Ao analisar os quadros que construí e que constituem os vértices do triângulo que tracei, verifiquei, ao longo desta investigação, que o problema que está subjacente - o insucesso e o abandono escolar - à tese que me proponho defender com esta dissertação, é um problema real e que está presente no estudo empírico que desenvolvi no Concelho de Arganil. |
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