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Novas abordagens farmacológicas no tratamento de doentes com diagnóstico de AVC isquémico com contraindicação para terapêutica trombolítica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O AVC isquémico é umas das principais causas de morte no mundo, estando inserido nas doenças cardiovasculares. O AVC isquémico agudo é a maior causa de mortalidade e incapacidade dos adultos e a sua importância tendencialmente será maior à medida que a população envelhece. Caracteriza-se pela perda de circulação sanguínea em determinada área do cérebro, levando a perda de função neurológica na zona correspondente. Atualmente a única terapêutica aprovada é a trombólise, nomeadamente a administração de alteplase (rt-PA), num intervalo até 3 horas após o início dos sintomas. No entanto, o número de doentes elegíveis para este tratamento é diminuto, tendo em conta as várias contraindicações existentes. Nesta monografia será abordada a investigação em torno da procura de novas abordagens farmacológicas para o tratamento de doentes com diagnóstico de AVC isquémico, para os quais está contraindicada a terapêutica preconizada. Devido à complexidade da fisiopatologia desta doença têm sido propostos vários alvos terapêuticos, em que a inflamação surge como o principal alvo. Têm sido analisadas várias possibilidades de atuação, sendo que a área do repurposing aparenta ser mais promissora. Fármacos como a minociclina, fingolimod, candesartan entre outros demonstraram ação neuroprotetora, tornando-se potenciais fármacos para esta patologia. As terapias baseadas em células estaminais têm emergido como nova direção no tratamento protetor e regenerativo do AVC isquémico. Importa avaliar os modelos animais atualmente utilizados, visto que ainda há um longo caminho a percorrer dado que a transposição da investigação pré-clínica para clínica tem sido alvo de inúmeros insucessos e nenhum fármaco demonstrou capacidade similar à terapêutica trombolítica. De futuro, fármacos como as Estatinas, ARAs, minociclina e fatores de crescimento, como a eritropoietina podem ser utilizados na prática clínica. Para além disso, o futuro do tratamento desta doença recai, mais provavelmente, em terapia combinada do que em monoterapia. A combinação de terapias e os esforços realizados para alargar a janela terapêutica da trombólise poderá acarretar mais benefícios em doentes que sofreram AVC isquémico agudo.
Autores principais:Lourenço, Maria de Sá
Assunto:AVC isquémico Neuroprotecção Alteplase Reposicionamento de fármacos Mestrado Integrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O AVC isquémico é umas das principais causas de morte no mundo, estando inserido nas doenças cardiovasculares. O AVC isquémico agudo é a maior causa de mortalidade e incapacidade dos adultos e a sua importância tendencialmente será maior à medida que a população envelhece. Caracteriza-se pela perda de circulação sanguínea em determinada área do cérebro, levando a perda de função neurológica na zona correspondente. Atualmente a única terapêutica aprovada é a trombólise, nomeadamente a administração de alteplase (rt-PA), num intervalo até 3 horas após o início dos sintomas. No entanto, o número de doentes elegíveis para este tratamento é diminuto, tendo em conta as várias contraindicações existentes. Nesta monografia será abordada a investigação em torno da procura de novas abordagens farmacológicas para o tratamento de doentes com diagnóstico de AVC isquémico, para os quais está contraindicada a terapêutica preconizada. Devido à complexidade da fisiopatologia desta doença têm sido propostos vários alvos terapêuticos, em que a inflamação surge como o principal alvo. Têm sido analisadas várias possibilidades de atuação, sendo que a área do repurposing aparenta ser mais promissora. Fármacos como a minociclina, fingolimod, candesartan entre outros demonstraram ação neuroprotetora, tornando-se potenciais fármacos para esta patologia. As terapias baseadas em células estaminais têm emergido como nova direção no tratamento protetor e regenerativo do AVC isquémico. Importa avaliar os modelos animais atualmente utilizados, visto que ainda há um longo caminho a percorrer dado que a transposição da investigação pré-clínica para clínica tem sido alvo de inúmeros insucessos e nenhum fármaco demonstrou capacidade similar à terapêutica trombolítica. De futuro, fármacos como as Estatinas, ARAs, minociclina e fatores de crescimento, como a eritropoietina podem ser utilizados na prática clínica. Para além disso, o futuro do tratamento desta doença recai, mais provavelmente, em terapia combinada do que em monoterapia. A combinação de terapias e os esforços realizados para alargar a janela terapêutica da trombólise poderá acarretar mais benefícios em doentes que sofreram AVC isquémico agudo.