Publicação
Hérnias diafragmáticas traumáticas : revisão de literatura a propósito de um caso clínico
| Resumo: | As lesões traumáticas do diafragma, onde se englobam a rotura, as lacerações e as contusões diafragmáticas podem ocorrer em casos de trauma toracoabdominal e, numa elevada percentagem associam-se a lesões de outros órgãos. A maioria das roturas diafragmáticas com herniação associada, ocorrem na hemícupula esquerda dado esta ser uma zona de maior suscetibilidade, não só pela ausência de proteção que é conferida pelo fígado à hemicúpula direita, mas, também, por fisiologicamente ser considerada uma zona de maior fraqueza. As hérnias diafragmáticas traumáticas, apesar de pouco frequentes, podem causar complicações potencialmente fatais. Porém, em geral a evolução depende do mecanismo de trauma, da severidade das lesões de órgão, do estado hemodinâmico do doente e do tempo decorrido até ao diagnóstico. Dado estas lesões serem, muitas vezes, de difícil deteção nos seus estádios iniciais e por não existirem, até ao momento, exames complementares de diagnóstico “gold-standard”, é necessário um alto nível de suspeição e um exame minucioso para que o seu diagnóstico seja feito. Uma vez que o diafragma se encontra em continuo movimento, a sua taxa de reparação espontânea é praticamente nula, levando a que o tamanho da lesão vá aumentando progressivamente, até ter tamanho suficiente para permitir a herniação do conteúdo abdominal para a cavidade torácica. Assim, na grande maioria dos casos, uma atitude expectante não é possível ou aconselhada, sendo necessária intervenção cirúrgica. |
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| Autores principais: | Carmo, Ana David Chaves Esteves do |
| Assunto: | Trauma toracoabdominal Lesão diafragmática Rotura diafragmática Hérnia diafragmática |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As lesões traumáticas do diafragma, onde se englobam a rotura, as lacerações e as contusões diafragmáticas podem ocorrer em casos de trauma toracoabdominal e, numa elevada percentagem associam-se a lesões de outros órgãos. A maioria das roturas diafragmáticas com herniação associada, ocorrem na hemícupula esquerda dado esta ser uma zona de maior suscetibilidade, não só pela ausência de proteção que é conferida pelo fígado à hemicúpula direita, mas, também, por fisiologicamente ser considerada uma zona de maior fraqueza. As hérnias diafragmáticas traumáticas, apesar de pouco frequentes, podem causar complicações potencialmente fatais. Porém, em geral a evolução depende do mecanismo de trauma, da severidade das lesões de órgão, do estado hemodinâmico do doente e do tempo decorrido até ao diagnóstico. Dado estas lesões serem, muitas vezes, de difícil deteção nos seus estádios iniciais e por não existirem, até ao momento, exames complementares de diagnóstico “gold-standard”, é necessário um alto nível de suspeição e um exame minucioso para que o seu diagnóstico seja feito. Uma vez que o diafragma se encontra em continuo movimento, a sua taxa de reparação espontânea é praticamente nula, levando a que o tamanho da lesão vá aumentando progressivamente, até ter tamanho suficiente para permitir a herniação do conteúdo abdominal para a cavidade torácica. Assim, na grande maioria dos casos, uma atitude expectante não é possível ou aconselhada, sendo necessária intervenção cirúrgica. |
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