Publicação
Magnetic nanoparticles in diagnostics: a review of recent advances
| Resumo: | As nanopartículas magnéticas (MNPs) têm sido estudadas para fins diagnósticos durante décadas. As suas características, nomeadamente, alta proporção superfície-volume, dispersibilidade, capacidade de interagirem com várias moléculas e propriedades superparamagnéticas estão no cerne do que torna as MNPs tão promissoras. As MNPs também podem ser revestidas com moléculas orgânicas ou inorgânicas, permitindo a síntese de nanopartículas que sofrem menor degradação e toxicidade. Têm sido utilizadas numa infinidade de áreas da medicina, no entanto, esta revisão terá foco sobre ressonância magnética (MRI), a mais comum, e separação magnética. MRI é uma técnica de imagem não invasiva, segura, eficaz e muito utilizada para o diagnóstico de várias patologias. Separação magnética é uma técnica promissora para o isolamento rápido e eficaz de determinadas biomoléculas (DNA, proteínas) ou células a partir de amostras complexas. As nanopartículas de óxido de ferro (IONPs) são as melhor aceites devido às suas excelentes propriedades superparamagnéticas e baixa toxicidade. Várias IONPs já se encontram aprovadas para uso clínico ou em ensaios clínicos. No entanto, as IONPs enfrentam muitos desafios que dificultam a sua entrada no mercado, principalmente na área de imagiologia, devido, em grande parte, à competição com os agentes de contraste de gadolínio habitualmente utilizados. Para superar esses desafios, a pesquisa científica tem-se focado no desenvolvimento de MNPs com melhores propriedades magnéticas e perfis de segurança. Por exemplo, a dopagem de MNPs com vários outros elementos metálicos (cobalto, manganês) permite reduzir o teor de ferro libertado para o corpo, ou transmitir propriedades que permitem a obtenção de nanopartículas polivalentes/multimodais. Outra abordagem inclui o desenvolvimento de MNPs usando outros metais, além do ferro, que possuam excelentes propriedades magnéticas ou outras úteis em imagiologia. No entanto, mais estudos de toxicidade devem ser realizados para validar a sua segurança. O futuro parece ser a produção de MNPs enquanto plataformas polivalentes que podem combinar a sua utilização em ressonância magnética ou em diferentes técnicas de imagem para o estabelecimento de testes de diagnóstico mais eficazes e completos. |
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| Autores principais: | Farinha, Pedro Daniel Franco |
| Assunto: | Magnetic nanoparticles Magnetic resonance imaging Magnetic separation Irion oxide nanoparticles Multimodal imaging Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As nanopartículas magnéticas (MNPs) têm sido estudadas para fins diagnósticos durante décadas. As suas características, nomeadamente, alta proporção superfície-volume, dispersibilidade, capacidade de interagirem com várias moléculas e propriedades superparamagnéticas estão no cerne do que torna as MNPs tão promissoras. As MNPs também podem ser revestidas com moléculas orgânicas ou inorgânicas, permitindo a síntese de nanopartículas que sofrem menor degradação e toxicidade. Têm sido utilizadas numa infinidade de áreas da medicina, no entanto, esta revisão terá foco sobre ressonância magnética (MRI), a mais comum, e separação magnética. MRI é uma técnica de imagem não invasiva, segura, eficaz e muito utilizada para o diagnóstico de várias patologias. Separação magnética é uma técnica promissora para o isolamento rápido e eficaz de determinadas biomoléculas (DNA, proteínas) ou células a partir de amostras complexas. As nanopartículas de óxido de ferro (IONPs) são as melhor aceites devido às suas excelentes propriedades superparamagnéticas e baixa toxicidade. Várias IONPs já se encontram aprovadas para uso clínico ou em ensaios clínicos. No entanto, as IONPs enfrentam muitos desafios que dificultam a sua entrada no mercado, principalmente na área de imagiologia, devido, em grande parte, à competição com os agentes de contraste de gadolínio habitualmente utilizados. Para superar esses desafios, a pesquisa científica tem-se focado no desenvolvimento de MNPs com melhores propriedades magnéticas e perfis de segurança. Por exemplo, a dopagem de MNPs com vários outros elementos metálicos (cobalto, manganês) permite reduzir o teor de ferro libertado para o corpo, ou transmitir propriedades que permitem a obtenção de nanopartículas polivalentes/multimodais. Outra abordagem inclui o desenvolvimento de MNPs usando outros metais, além do ferro, que possuam excelentes propriedades magnéticas ou outras úteis em imagiologia. No entanto, mais estudos de toxicidade devem ser realizados para validar a sua segurança. O futuro parece ser a produção de MNPs enquanto plataformas polivalentes que podem combinar a sua utilização em ressonância magnética ou em diferentes técnicas de imagem para o estabelecimento de testes de diagnóstico mais eficazes e completos. |
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