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Disfunção microvascular coronária em doentes diabéticos

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Resumo:A disfunção microvascular coronária (DCMV) está bem estabelecida como causa de isquémia miocárdica em indivíduos nos quais foi excluída doença coronária epicárdica obstrutiva (1). Esta entidade é particularmente relevante nos subgrupos de doentes diabéticos, do sexo feminino ou idosos (2–4). Existem dados experimentais e clínicos suficientes para incluir a disfunção microvascular coronária no conjunto das complicações microvasculares da diabetes mellitus (5–8). A resistência periférica à insulina e a hiperglicemia levam à desregulação de vias de sinalização intra-celular, activação inflamatória e geração de stress oxidativo. Promovem, desta forma, a disfunção endotelial e o «remodeling» microvascular, que têm como consequência a redução da capacidade vasomotora (dependente e independente do endotélio) da microcirculação coronária (9). A miocardiopatia diabética corresponde a disfunção diastólica (ou, mais raramente, sistólica), na ausência de doença coronária obstrutiva, hipertensão arterial ou doença valvular. Esta patologia, cuja principal causa é a disfunção microvascular coronária, é caracterizada por fibrose perivascular e hipertrofia ventricular esquerda (10). A disfunção microvascular coronária é um determinante importante no prognóstico dos doentes diabéticos e é fundamental compreender a sua fisiopatologia para estabelecer um plano terapêutico eficaz (11).
Autores principais:Coelho, Rui Carlos Gregório Antunes
Assunto:Disfunção microvascular coronária Diabetes mellitus Complicações microvasculares Disfunção endotelial Miocardiopatia diabética Cardiologia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A disfunção microvascular coronária (DCMV) está bem estabelecida como causa de isquémia miocárdica em indivíduos nos quais foi excluída doença coronária epicárdica obstrutiva (1). Esta entidade é particularmente relevante nos subgrupos de doentes diabéticos, do sexo feminino ou idosos (2–4). Existem dados experimentais e clínicos suficientes para incluir a disfunção microvascular coronária no conjunto das complicações microvasculares da diabetes mellitus (5–8). A resistência periférica à insulina e a hiperglicemia levam à desregulação de vias de sinalização intra-celular, activação inflamatória e geração de stress oxidativo. Promovem, desta forma, a disfunção endotelial e o «remodeling» microvascular, que têm como consequência a redução da capacidade vasomotora (dependente e independente do endotélio) da microcirculação coronária (9). A miocardiopatia diabética corresponde a disfunção diastólica (ou, mais raramente, sistólica), na ausência de doença coronária obstrutiva, hipertensão arterial ou doença valvular. Esta patologia, cuja principal causa é a disfunção microvascular coronária, é caracterizada por fibrose perivascular e hipertrofia ventricular esquerda (10). A disfunção microvascular coronária é um determinante importante no prognóstico dos doentes diabéticos e é fundamental compreender a sua fisiopatologia para estabelecer um plano terapêutico eficaz (11).