Publicação
A satisfação conjugal em casais candidatos à adopção : caracterização em função do género e do motivo para adoptar (infertilidade/não-infertilidade)
| Resumo: | Este trabalho foca a satisfação conjugal (SC) em casais candidatos à adopção e tem como objectivos: caracterizar a perspectiva dos casais relativamente à adopção, analisar a SC em função do género e do motivo para adoptar (Infertilidade/Não-Infertilidade), e estudar a relação entre a SC e a duração do casamento/união de facto em função das mesmas variáveis (género/motivo para adoptar). Participaram 42 casais, sendo 26 Inférteis e 16 Não-Inférteis. Utilizou-se a Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (EASAVIC; Narciso & Costa, 1996), e construiu-se uma Ficha de Recolha de Informação. Os resultados mostram que a ideia de adoptar surge primeiro nas mulheres, embora a maioria dos participantes refira que foram ambos os elementos do casal a desenvolverem-na. Os Inférteis e Não-Inférteis apontam razões distintas para o desejo de adoptar, tendo os homens Inférteis maior dificuldade em abordá-las. A perspectiva das mulheres e dos homens é semelhante relativamente ao tipo e causa da infertilidade, diferindo quanto ao tipo de tratamento utilizado. As mulheres e os Inférteis criam expectativas mais irrealistas do que os homens e os Não-Inférteis, respectivamente. As mulheres, comparativamente com os homens, têm uma satisfação mais elevada nas dimensões Funcionamento Conjugal e Amor, e nas subescalas Tempos Livres, Autonomia, Comunicação e Conflitos, Sentimentos e Expressão de Sentimentos, e Intimidade Emocional. As mulheres Inférteis e Não-Inférteis não se distinguem, mas os seus cônjuges diferenciam-se na dimensão Amor e nas subescalas Sexualidade e Intimidade Emocional, indicando uma SC mais elevada. A maior duração do casamento/união de facto relaciona-se com níveis mais baixos de SC nas mulheres (Autonomia, Relações Extra-Familiares, Comunicação e Conflitos, e Sexualidade). Enquanto para as mulheres Não-Inférteis a maior duração do casamento/união de facto associa-se com uma menor SC na Autonomia, para os homens Não-Inférteis ela relaciona-se com uma menor SC nas Relações Extra-Familiares. |
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| Autores principais: | Gomes, Ana Beatriz Faneca dos Santos |
| Assunto: | Satisfação conjugal Adopção infantil Infertilidade Teses de mestrado - 2009 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho foca a satisfação conjugal (SC) em casais candidatos à adopção e tem como objectivos: caracterizar a perspectiva dos casais relativamente à adopção, analisar a SC em função do género e do motivo para adoptar (Infertilidade/Não-Infertilidade), e estudar a relação entre a SC e a duração do casamento/união de facto em função das mesmas variáveis (género/motivo para adoptar). Participaram 42 casais, sendo 26 Inférteis e 16 Não-Inférteis. Utilizou-se a Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (EASAVIC; Narciso & Costa, 1996), e construiu-se uma Ficha de Recolha de Informação. Os resultados mostram que a ideia de adoptar surge primeiro nas mulheres, embora a maioria dos participantes refira que foram ambos os elementos do casal a desenvolverem-na. Os Inférteis e Não-Inférteis apontam razões distintas para o desejo de adoptar, tendo os homens Inférteis maior dificuldade em abordá-las. A perspectiva das mulheres e dos homens é semelhante relativamente ao tipo e causa da infertilidade, diferindo quanto ao tipo de tratamento utilizado. As mulheres e os Inférteis criam expectativas mais irrealistas do que os homens e os Não-Inférteis, respectivamente. As mulheres, comparativamente com os homens, têm uma satisfação mais elevada nas dimensões Funcionamento Conjugal e Amor, e nas subescalas Tempos Livres, Autonomia, Comunicação e Conflitos, Sentimentos e Expressão de Sentimentos, e Intimidade Emocional. As mulheres Inférteis e Não-Inférteis não se distinguem, mas os seus cônjuges diferenciam-se na dimensão Amor e nas subescalas Sexualidade e Intimidade Emocional, indicando uma SC mais elevada. A maior duração do casamento/união de facto relaciona-se com níveis mais baixos de SC nas mulheres (Autonomia, Relações Extra-Familiares, Comunicação e Conflitos, e Sexualidade). Enquanto para as mulheres Não-Inférteis a maior duração do casamento/união de facto associa-se com uma menor SC na Autonomia, para os homens Não-Inférteis ela relaciona-se com uma menor SC nas Relações Extra-Familiares. |
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