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O impacto dos padrões do teste de supressão de dexametasona em baixa dose na prática clínica : estudo retrospetivo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente os padrões do teste de supressão de dexametasona em baixa dose (LDDST) têm sido alvo de estudo. Todavia, a literatura é ainda escassa no que diz respeito à contribuição dos diferentes padrões para a prática clínica. Este estudo retrospetivo teve como objetivo avaliar a prevalência e o impacto dos padrões de LDDST na confirmação ou exclusão do hipercortisolismo (HC) em cães com sinais clínicos e/ou laboratoriais compatíveis com a doença. Analisou-se o registo clínico de todos os cães submetidos ao LDDST, no Hospital Escolar Veterinário, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2020. Incluíram-se todos os cães que apresentaram sinais clínicos (poliúria/polidipsia (PU/PD), polifagia) e/ou alterações laboratoriais (fosfatase alcalina aumentada (FAS) ou densidade urinária inapropriada (DU) compatíveis com HC. Os padrões de LDDST foram classificados de acordo com a literatura mais recente em: ausência de supressão, supressão parcial, supressão completa, padrão de escape ou padrão invertido. O impacto dos padrões do LDDST foi explorado, aferindo se o HC foi confirmado ou excluído na ótica dos médicos veterinários e tendo em conta o plano de diagnóstico e terapêutico efetuados a posteriori. Foram elegíveis para o estudo os resultados de LDDST referentes a 128 cães. Destes, 39,1% apresentaram supressão completa, 31,2% ausência de supressão, 14,1% supressão parcial, 10,1% padrão de escape e 5,5% padrão invertido. Realizou-se ecografia abdominal em 92,2% dos casos. Não foi possível verificar associação entre os sinais clínicos (p=0,11), o aumento da FAS (p= 0,32), a DU (p=0,33), os achados ecográficos (p=0,19) e os diferentes padrões de LDDST. Os padrões LDDST foram considerados como compatíveis com HC em 50% dos casos. Destes, 57,8% apresentaram ausência de supressão, 26,6% supressão parcial e 15,6% padrão de escape. O HC foi excluído em todos os cães com supressão completa e com padrão invertido. A doença também foi excluída em 23,1%, 7,5% e 5,6% dos cães com padrão de escape, ausência de supressão e supressão parcial, respetivamente. Os padrões de ausência de supressão, supressão parcial e escape estiveram sobrerrepresentados entre os padrões LDDST considerados compatíveis com HC. A doença foi excluída em todos os cães que apresentaram um padrão invertido e em cerca de 25% dos cães com padrão de escape. Estes resultados permitem concluir que os padrões de escape e invertido são frequentemente mal interpretados na prática diária, levando a uma exclusão precoce de HC sem exploração adicional.
Autores principais:Rebelo, Nádia Soraia Cabral de Jesus
Assunto:Hipercortisolismo Diagnóstico Cortisol Teste de função adrenal Padrões de LDDST Hypercortisolism Diagnosis Cortisol Adrenal function test LDDST patterns
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Atualmente os padrões do teste de supressão de dexametasona em baixa dose (LDDST) têm sido alvo de estudo. Todavia, a literatura é ainda escassa no que diz respeito à contribuição dos diferentes padrões para a prática clínica. Este estudo retrospetivo teve como objetivo avaliar a prevalência e o impacto dos padrões de LDDST na confirmação ou exclusão do hipercortisolismo (HC) em cães com sinais clínicos e/ou laboratoriais compatíveis com a doença. Analisou-se o registo clínico de todos os cães submetidos ao LDDST, no Hospital Escolar Veterinário, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2020. Incluíram-se todos os cães que apresentaram sinais clínicos (poliúria/polidipsia (PU/PD), polifagia) e/ou alterações laboratoriais (fosfatase alcalina aumentada (FAS) ou densidade urinária inapropriada (DU) compatíveis com HC. Os padrões de LDDST foram classificados de acordo com a literatura mais recente em: ausência de supressão, supressão parcial, supressão completa, padrão de escape ou padrão invertido. O impacto dos padrões do LDDST foi explorado, aferindo se o HC foi confirmado ou excluído na ótica dos médicos veterinários e tendo em conta o plano de diagnóstico e terapêutico efetuados a posteriori. Foram elegíveis para o estudo os resultados de LDDST referentes a 128 cães. Destes, 39,1% apresentaram supressão completa, 31,2% ausência de supressão, 14,1% supressão parcial, 10,1% padrão de escape e 5,5% padrão invertido. Realizou-se ecografia abdominal em 92,2% dos casos. Não foi possível verificar associação entre os sinais clínicos (p=0,11), o aumento da FAS (p= 0,32), a DU (p=0,33), os achados ecográficos (p=0,19) e os diferentes padrões de LDDST. Os padrões LDDST foram considerados como compatíveis com HC em 50% dos casos. Destes, 57,8% apresentaram ausência de supressão, 26,6% supressão parcial e 15,6% padrão de escape. O HC foi excluído em todos os cães com supressão completa e com padrão invertido. A doença também foi excluída em 23,1%, 7,5% e 5,6% dos cães com padrão de escape, ausência de supressão e supressão parcial, respetivamente. Os padrões de ausência de supressão, supressão parcial e escape estiveram sobrerrepresentados entre os padrões LDDST considerados compatíveis com HC. A doença foi excluída em todos os cães que apresentaram um padrão invertido e em cerca de 25% dos cães com padrão de escape. Estes resultados permitem concluir que os padrões de escape e invertido são frequentemente mal interpretados na prática diária, levando a uma exclusão precoce de HC sem exploração adicional.