Publicação
Crítica, teorização e história literária no Hypercriticus de Escalígero. Subsídios para uma introdução ao livro VI.
| Resumo: | Neste breve estudo introdutório salienta-se e justifica-se que o Livro VI da Poética de Júlio César Escalígero seja, com toda a justiça, reconhecido como um riquíssimo manancial de teoria literária aplicada à produção poética em língua latina desde a Antiguidade ao séc. XVI. Escalígero é verdadeiramente inovador relativamente a poéticas congéneres do humanismo renascentista. Um ponto notável desse espírito inovador consiste numa concepção literária que, reconhecendo muito embora o valor paradigmático dos Antigos, concede foros iguais, de fama e autoridade, à produção dos autores mais modernos que se imponham pela qualidade da estruturação do conteúdo e pela correcção, sobriedade e vigor da escrita. Tudo se resume, para que seja possível a existência da crítica literária como ciência, a encontrar e definir com clareza os fundamentos universais do juízo de valor, aplicáveis a todos os autores de todas as épocas, em pé de igualdade. |
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| Autores principais: | Espírito Santo, Arnaldo, 1942- |
| Assunto: | Escalígero Literatura latina Humanismo Poética Arte Poética |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Neste breve estudo introdutório salienta-se e justifica-se que o Livro VI da Poética de Júlio César Escalígero seja, com toda a justiça, reconhecido como um riquíssimo manancial de teoria literária aplicada à produção poética em língua latina desde a Antiguidade ao séc. XVI. Escalígero é verdadeiramente inovador relativamente a poéticas congéneres do humanismo renascentista. Um ponto notável desse espírito inovador consiste numa concepção literária que, reconhecendo muito embora o valor paradigmático dos Antigos, concede foros iguais, de fama e autoridade, à produção dos autores mais modernos que se imponham pela qualidade da estruturação do conteúdo e pela correcção, sobriedade e vigor da escrita. Tudo se resume, para que seja possível a existência da crítica literária como ciência, a encontrar e definir com clareza os fundamentos universais do juízo de valor, aplicáveis a todos os autores de todas as épocas, em pé de igualdade. |
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