Publicação

O peso no desenho:percepção, metáfora e substância

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta tese trata do peso como força perceptível no desenho, não prescindindo de convocar várias disciplinas artísticas e reflectindo a condição actual do desenho enquanto fenómeno expandido. O facto de o peso aludir à massa dos corpos e acedermos a esse atributo através do tacto, suscita-nos uma reflexão sobre a excessiva valorização da componente visual no desenho, indagando as potencialidades e virtudes de uma relação háptica com o real. A primeira questão tratada prende-se com a percepção do peso, plástico e visual, esclarecendo de que modo os autores modernos o encararam e estabelecendo as bases para novas experiências e representações. O peso enquanto metáfora guia-nos na segunda parte deste trabalho, recenseando as questões filosóficas, religiosas e mitológicas que lhe surgem associadas e evidenciando o facto da força da gravidade se constituir como realidade estruturante da nossa relação com o mundo. Por último, produzimos uma reflexão sobre a substância dos desenhos, a sua natureza material, tentando perceber como essas qualidades físicas promovem uma experiência sensível e uma procura sobre as potencialidades e os limites do nosso próprio corpo. A exposição que acompanha esta tese parte das grandes questões aqui enunciadas, tendo como preocupação central mostrar obras em que o peso origina a tensão criadora, convidando-nos a participar subjectivamente nesse encontro, com a totalidade daquilo que somos.
Autores principais:Rego, Domingos, 1965-
Assunto:Teses de doutoramento - 2013 Desenho Percepção Metáfora Peso Matéria
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta tese trata do peso como força perceptível no desenho, não prescindindo de convocar várias disciplinas artísticas e reflectindo a condição actual do desenho enquanto fenómeno expandido. O facto de o peso aludir à massa dos corpos e acedermos a esse atributo através do tacto, suscita-nos uma reflexão sobre a excessiva valorização da componente visual no desenho, indagando as potencialidades e virtudes de uma relação háptica com o real. A primeira questão tratada prende-se com a percepção do peso, plástico e visual, esclarecendo de que modo os autores modernos o encararam e estabelecendo as bases para novas experiências e representações. O peso enquanto metáfora guia-nos na segunda parte deste trabalho, recenseando as questões filosóficas, religiosas e mitológicas que lhe surgem associadas e evidenciando o facto da força da gravidade se constituir como realidade estruturante da nossa relação com o mundo. Por último, produzimos uma reflexão sobre a substância dos desenhos, a sua natureza material, tentando perceber como essas qualidades físicas promovem uma experiência sensível e uma procura sobre as potencialidades e os limites do nosso próprio corpo. A exposição que acompanha esta tese parte das grandes questões aqui enunciadas, tendo como preocupação central mostrar obras em que o peso origina a tensão criadora, convidando-nos a participar subjectivamente nesse encontro, com a totalidade daquilo que somos.