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Super-audição : em busca do ouvido absoluto
| Resumo: | Ouvido absoluto é a capacidade de reconhecer e nomear a classe tonal de um estímulo auditivo sem necessidade de recurso a uma referência sonora, através de um processo neurofisiológico de criação de rótulos verbais associados às frequências. Este fenótipo cognitivo, extremamente raro na população em geral (0,01%), confere clara vantagem aos músicos que o possuem. A genética parece pesar menos no desenvolvimento desta capacidade do que a estimulação linguística e musical, pelo que se observam significativas diferenças na prevalência em diferentes populações, havendo mais indivíduos com ouvido absoluto em sociedades cuja língua e cultura musical apresentam uma forte vertente tonal absoluta. Parece também haver um período crítico de aprendizagem, em que a plasticidade neuronal permite desenvolver os rótulos verbais que caracterizam o ouvido absoluto, como sugere o aumento transversal da prevalência em indivíduos que começaram a estudar música até os 6 anos, não havendo casos registados de aquisição de ouvido absoluto na idade adulta. Contudo, estudos recentes apontam para a possibilidade de haver um grupo farmacológico capaz de reintroduzir a plasticidade neuronal e permitir a indivíduos adultos a aquisição de ouvido absoluto através do treino, os inibidores da desacetilase das histonas, nomeadamente o valproato. |
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| Autores principais: | Miguel, Jorge Miguel Abreu Teixeira de |
| Assunto: | Ouvido Audição Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Ouvido absoluto é a capacidade de reconhecer e nomear a classe tonal de um estímulo auditivo sem necessidade de recurso a uma referência sonora, através de um processo neurofisiológico de criação de rótulos verbais associados às frequências. Este fenótipo cognitivo, extremamente raro na população em geral (0,01%), confere clara vantagem aos músicos que o possuem. A genética parece pesar menos no desenvolvimento desta capacidade do que a estimulação linguística e musical, pelo que se observam significativas diferenças na prevalência em diferentes populações, havendo mais indivíduos com ouvido absoluto em sociedades cuja língua e cultura musical apresentam uma forte vertente tonal absoluta. Parece também haver um período crítico de aprendizagem, em que a plasticidade neuronal permite desenvolver os rótulos verbais que caracterizam o ouvido absoluto, como sugere o aumento transversal da prevalência em indivíduos que começaram a estudar música até os 6 anos, não havendo casos registados de aquisição de ouvido absoluto na idade adulta. Contudo, estudos recentes apontam para a possibilidade de haver um grupo farmacológico capaz de reintroduzir a plasticidade neuronal e permitir a indivíduos adultos a aquisição de ouvido absoluto através do treino, os inibidores da desacetilase das histonas, nomeadamente o valproato. |
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