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Introdução. S.N. Eisenstadt – Cultura, Estrutura e Acção Social
| Resumo: | Foi num final de tarde de Verão, em Jerusalém, que ouvi aquela que me parece ser a melhor descrição do lugar ocupado por S.N. Eisenstadt na sociologia contemporânea. “É possível ensinar teorias sociológicas desde o pós-guerra”, dizia Leo Avritzer, em conversa comigo e com José Maurício Domingues, todos nós de visita a Jerusalém em Julho de 2009, “usando unicamente a carreira e obra de Eisenstadt como referência – do estrutural-funcionalismo dos anos 50, às suas críticas dos anos 60 e 70, até ao paradigma alternativo da modernização enquanto múltiplas modernidades, que ele vem desenvolvendo hoje em dia”. Leo Avritzer tinha razão: raros são os autores que exerceram tamanha influência sobre os respectivos campos disciplinares. Em sociologia, exceptuando a galeria de “pais fundadores da disciplina”, atrever-me-ia afirmar que nenhum outro autor exerceu uma influência comparável, em profundidade e em extensão, à de S.N. Eisenstadt. |
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| Autores principais: | Silva, Filipe Carreira da |
| Assunto: | Teoria sociológica Eisenstadt, Shmuel Noah, 1923-2010 Revoluções políticas Modernidade |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Foi num final de tarde de Verão, em Jerusalém, que ouvi aquela que me parece ser a melhor descrição do lugar ocupado por S.N. Eisenstadt na sociologia contemporânea. “É possível ensinar teorias sociológicas desde o pós-guerra”, dizia Leo Avritzer, em conversa comigo e com José Maurício Domingues, todos nós de visita a Jerusalém em Julho de 2009, “usando unicamente a carreira e obra de Eisenstadt como referência – do estrutural-funcionalismo dos anos 50, às suas críticas dos anos 60 e 70, até ao paradigma alternativo da modernização enquanto múltiplas modernidades, que ele vem desenvolvendo hoje em dia”. Leo Avritzer tinha razão: raros são os autores que exerceram tamanha influência sobre os respectivos campos disciplinares. Em sociologia, exceptuando a galeria de “pais fundadores da disciplina”, atrever-me-ia afirmar que nenhum outro autor exerceu uma influência comparável, em profundidade e em extensão, à de S.N. Eisenstadt. |
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