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Análise retrospetiva dos efeitos adversos induzidos pela quimioterapia metronómica com ciclofosfamida em canídeos e felídeos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A quimioterapia metronómica é uma modalidade de terapia médica oncológica bastante usada em Medicina Veterinária, consistindo na administração oral de baixas doses de quimioterápico, com uma maior frequência e, por um longo período de tempo comparativamente à quimioterapia convencional. Este tipo de tratamento oncológico, para além de ser mais acessível a nível financeiro, também apresenta uma menor toxicidade quando comparado com a quimioterapia convencional de alta dose. Tendo isto em conta, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade induzida pela quimioterapia metronómica com ciclofosfamida, em ambas as espécies. Para isso, foi necessário recolher todos os casos de animais diagnosticados com neoplasias malignas, que tinham realizado nos últimos 10 anos quimioterapia metronómica com ciclofosfamida durante, pelo menos, 30 dias. As bases de dados utilizadas foram a da Onevet (Hospital Veterinário do Porto, Hospital Veterinário Berna, Hospital Veterinário Baixo Vouga, Hospital Veterinário Universitário Coimbra) e a da Anicura (Hospital Veterinário Atlântico, Hospital Veterinário Porto, Hospital Veterinário Restelo). Dos 86 animais (53 canídeos e 33 felídeos) que foram incluídos neste estudo, 36 (23 canídeos e 13 felídeos), o que corresponde a 41,86% da amostra, não apresentaram efeitos adversos relacionados com a quimioterapia metronómica com ciclofosfamida. Nos canídeos, foram observados 62 efeitos adversos: 9 hematopoiéticos, 36 gastrointestinais, 5 renais, 8 urinários, 1 hepático e 3 dermatológicos. Nos felídeos ocorreram 36 efeitos adversos: 12 hematopoiéticos, 17 gastrointestinais, 4 renais, 2 urinários e 1 hepático. Relativamente à gravidade dos efeitos adversos, estes foram caracterizados segundo os critérios descritos pelo Veterinary Cooperative Oncology Group – Common Terminology Criteria for Adverse Events (VCOG-CTCAE v2) following investigational therapy in dogs and cats, que os classifica em graus (em que 0 é sem toxicidade e 5 é associado à morte). Neste estudo, os efeitos adversos foram, na sua maioria, ligeiros: 47,96% dos episódios foram classificados como grau 1, 39,80% dos episódios foram classificados como grau 2 e, apenas, 12,24% foram classificados como grau 3, não existindo nenhum efeito adverso classificado como grau 4, nem 5. Os resultados deste trabalho permitem concluir que a quimioterapia metronómica com ciclofosfamida é tolerada em ambas as espécies já que, 87,76% dos efeitos adversos foram classificados de grau 1 ou 2
Autores principais:Henriques, Maria Beatriz Duarte
Assunto:Quimioterapia Metronómica Ciclofosfamida Toxicidade Oncologia Metronomic Chemotherapy Cyclophosphamide Toxicity Oncology
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A quimioterapia metronómica é uma modalidade de terapia médica oncológica bastante usada em Medicina Veterinária, consistindo na administração oral de baixas doses de quimioterápico, com uma maior frequência e, por um longo período de tempo comparativamente à quimioterapia convencional. Este tipo de tratamento oncológico, para além de ser mais acessível a nível financeiro, também apresenta uma menor toxicidade quando comparado com a quimioterapia convencional de alta dose. Tendo isto em conta, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade induzida pela quimioterapia metronómica com ciclofosfamida, em ambas as espécies. Para isso, foi necessário recolher todos os casos de animais diagnosticados com neoplasias malignas, que tinham realizado nos últimos 10 anos quimioterapia metronómica com ciclofosfamida durante, pelo menos, 30 dias. As bases de dados utilizadas foram a da Onevet (Hospital Veterinário do Porto, Hospital Veterinário Berna, Hospital Veterinário Baixo Vouga, Hospital Veterinário Universitário Coimbra) e a da Anicura (Hospital Veterinário Atlântico, Hospital Veterinário Porto, Hospital Veterinário Restelo). Dos 86 animais (53 canídeos e 33 felídeos) que foram incluídos neste estudo, 36 (23 canídeos e 13 felídeos), o que corresponde a 41,86% da amostra, não apresentaram efeitos adversos relacionados com a quimioterapia metronómica com ciclofosfamida. Nos canídeos, foram observados 62 efeitos adversos: 9 hematopoiéticos, 36 gastrointestinais, 5 renais, 8 urinários, 1 hepático e 3 dermatológicos. Nos felídeos ocorreram 36 efeitos adversos: 12 hematopoiéticos, 17 gastrointestinais, 4 renais, 2 urinários e 1 hepático. Relativamente à gravidade dos efeitos adversos, estes foram caracterizados segundo os critérios descritos pelo Veterinary Cooperative Oncology Group – Common Terminology Criteria for Adverse Events (VCOG-CTCAE v2) following investigational therapy in dogs and cats, que os classifica em graus (em que 0 é sem toxicidade e 5 é associado à morte). Neste estudo, os efeitos adversos foram, na sua maioria, ligeiros: 47,96% dos episódios foram classificados como grau 1, 39,80% dos episódios foram classificados como grau 2 e, apenas, 12,24% foram classificados como grau 3, não existindo nenhum efeito adverso classificado como grau 4, nem 5. Os resultados deste trabalho permitem concluir que a quimioterapia metronómica com ciclofosfamida é tolerada em ambas as espécies já que, 87,76% dos efeitos adversos foram classificados de grau 1 ou 2