Publicação
Nefropatia IgA : uma revisão bibliográfica
| Resumo: | A Nefropatia IgA faz parte de um conjunto de glomerulopatias primárias, sendo a mais comum, mundialmente. É mais frequente em homens e em jovens adultos (entre 16 e 35 anos). Também corresponde a uma importante causa de doença renal terminal, sendo que o risco de a desenvolver é de 15% a 25% após dez anos de seguimento. A sua fisiopatologia ainda não está completamente definida. De um modo geral, baseia-se na produção de imunoglobulina A com défice de galactose, na produção de autoanticorpos que se ligam a essas imunoglobulinas, com formação de imunocomplexos, e deposição destes nos mesângios renais, promovendo a proliferação das células mesangiais e o desenvolvimento de processos inflamatórios e de lesões glomerulares. A apresentação clínica é variável, mas a maioria dos doentes não manifesta sintomas. Os sinais mais frequentes são hematúria microscópica, com ou sem episódios de hematúria macroscópica, e proteinúria não nefrótica. O diagnóstico envolve, em primeiro lugar, a realização de análises sanguíneas e à urina, e exclusão de outras patologias. Para confirmar e obter um diagnóstico definitivo deve ser feita uma biópsia renal. Atualmente, não existe um tratamento específico ou curativo. Deste modo, é aconselhável a realização de tratamento de suporte, que se baseia em medidas não farmacológicas e na utilização de fármacos modificadores do eixo renina angiotensina. Estas medidas terapêuticas visam promover o controlo da pressão arterial, bem como minimizar a progressão da doença e a deterioração da função renal. No entanto, outras terapêuticas continuam a ser desenvolvidas e estudadas. |
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| Autores principais: | Gouveia, Joana Isabel Sousa |
| Assunto: | Nefropatia IgA Imunoglobulina A Biópsia renal Modificadores do eixo renina angiotensina Nefrologia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Nefropatia IgA faz parte de um conjunto de glomerulopatias primárias, sendo a mais comum, mundialmente. É mais frequente em homens e em jovens adultos (entre 16 e 35 anos). Também corresponde a uma importante causa de doença renal terminal, sendo que o risco de a desenvolver é de 15% a 25% após dez anos de seguimento. A sua fisiopatologia ainda não está completamente definida. De um modo geral, baseia-se na produção de imunoglobulina A com défice de galactose, na produção de autoanticorpos que se ligam a essas imunoglobulinas, com formação de imunocomplexos, e deposição destes nos mesângios renais, promovendo a proliferação das células mesangiais e o desenvolvimento de processos inflamatórios e de lesões glomerulares. A apresentação clínica é variável, mas a maioria dos doentes não manifesta sintomas. Os sinais mais frequentes são hematúria microscópica, com ou sem episódios de hematúria macroscópica, e proteinúria não nefrótica. O diagnóstico envolve, em primeiro lugar, a realização de análises sanguíneas e à urina, e exclusão de outras patologias. Para confirmar e obter um diagnóstico definitivo deve ser feita uma biópsia renal. Atualmente, não existe um tratamento específico ou curativo. Deste modo, é aconselhável a realização de tratamento de suporte, que se baseia em medidas não farmacológicas e na utilização de fármacos modificadores do eixo renina angiotensina. Estas medidas terapêuticas visam promover o controlo da pressão arterial, bem como minimizar a progressão da doença e a deterioração da função renal. No entanto, outras terapêuticas continuam a ser desenvolvidas e estudadas. |
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