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Transmodernidade e experiência do espaço. Periferia e periferias na problemática da sociedade contemporânea

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Resumo:As periferias urbanas são, na contemporaneidade, territórios instáveis, espaços intensamente vividos mas, contudo, incompreendidos. Importa considerar a periferia como lugar de desejo e como espaço de vida para encontrar ordens e esquemas de reconversão, na reinvenção e reinterpretação destes territórios carregados de complexidades, contradições e ambivalências. À luz de uma fenomenologia transcendental, entenda-se a periferia enquanto ex-tasis no espaço topológico entre real e imaginário, entre praxis e imaginação social. Dialéctica que, na prática, se expressa num subúrbio como forma mítica de «direito» - na concomitância de um «direito ao campo» e de um «direito à cidade» - e como forma de «ruptura» - no divórcio entre cidade e campo, entre urbs, civitas e rus, na tensão entre centro e periferia. Ager, ludus, faber, domus e villegium, enquanto categorias temporais, assumem, no espaço periférico, a dualidade entre a heterogeneidade espacial das realizações suburbanas e os lugares-comuns, fenómenos do pensamento esquemático, que também traduzem conteúdos e sentidos periféricos. Estas categorias periféricas determinam-se na dialéctica entre o real, o racional e o experimentado, desenhando as periferias em heterotopia. A transmodernidade estabelece-se na perspectiva de uma reconversão, pelo reacender do desejo e pelo restabelecer de valores, na experiência das categorias espaço-tempo na actualidade. TRANSMODERNITY AND THE EXPERIENCE OF SPACE - PERIPHERY AND PERIPHERIES IN THE PROBLEMATIC OF THE CONTEMPORANEOUS SOCIETY
Autores principais:Cavaco, Cristina Soares Ribeiro Gomes
Assunto:Arquitectura Cultura arquitectónica
Ano:2001
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As periferias urbanas são, na contemporaneidade, territórios instáveis, espaços intensamente vividos mas, contudo, incompreendidos. Importa considerar a periferia como lugar de desejo e como espaço de vida para encontrar ordens e esquemas de reconversão, na reinvenção e reinterpretação destes territórios carregados de complexidades, contradições e ambivalências. À luz de uma fenomenologia transcendental, entenda-se a periferia enquanto ex-tasis no espaço topológico entre real e imaginário, entre praxis e imaginação social. Dialéctica que, na prática, se expressa num subúrbio como forma mítica de «direito» - na concomitância de um «direito ao campo» e de um «direito à cidade» - e como forma de «ruptura» - no divórcio entre cidade e campo, entre urbs, civitas e rus, na tensão entre centro e periferia. Ager, ludus, faber, domus e villegium, enquanto categorias temporais, assumem, no espaço periférico, a dualidade entre a heterogeneidade espacial das realizações suburbanas e os lugares-comuns, fenómenos do pensamento esquemático, que também traduzem conteúdos e sentidos periféricos. Estas categorias periféricas determinam-se na dialéctica entre o real, o racional e o experimentado, desenhando as periferias em heterotopia. A transmodernidade estabelece-se na perspectiva de uma reconversão, pelo reacender do desejo e pelo restabelecer de valores, na experiência das categorias espaço-tempo na actualidade. TRANSMODERNITY AND THE EXPERIENCE OF SPACE - PERIPHERY AND PERIPHERIES IN THE PROBLEMATIC OF THE CONTEMPORANEOUS SOCIETY